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Terça-feira, 4 de maio de 2010 - 12h07      

A Liga ocupa as noites de terça na Band

Foto: Agência Na Lata Rafinha Bastos comanda ao lado de Rosanne Mulholland, Thaíde e Débora Vilalba o programa

Rafinha Bastos comanda ao lado de Rosanne Mulholland, Thaíde e Débora Vilalba o programa "A Liga"


Para contar uma história sob a perspectiva de quem a vive só há um jeito, ir ao encontro dela. Comum seria não interferir e normal nada sentir, não vivenciar. Mas não é isso que eles querem. Os apresentadores de A Liga tocam na realidade, olham de perto, mexem no lixo, lidam com a sujeira, dormem no chão, aspiram o odor e ainda assim, encontram no meio disso tudo, porções de esperança e bom humor. Mas é fato que ao mergulharem num mundo do qual nunca fizeram parte, a indiferença vai embora. A cada passo, o envolvimento do repórter - assim como o do telespectador - aumenta. Entram em cena a surpresa, a indignação, a emoção, a reflexão e a opinião.

Sucesso na Espanha, Chile e Argentina, A Liga chega ao Brasil na terça-feira, dia 4 de maio, às dez e quinze da noite na tela da Band. A atração mostra a realidade de uma forma nunca vista na televisão brasileira. Em cada episódio, quatro repórteres; Rafinha Bastos, Thaíde, Débora Vilalba e Rosanne Mulholland (com participação de Tainá Muller em vários episódios), investigam um tema sob olhares diferentes e revelam as contradições de um mesmo assunto. A missão de cada membro da equipe é individual: mergulhar no fato intensamente, se envolvendo, suando, sofrendo, sorrindo, se emocionando e superando a si mesmo, para sentir na pele a realidade vivida pelos verdadeiros protagonistas de cada história. O resultado é um relato sincero dos acontecimentos, sem abrir mão da ironia, da acidez, do bom humor e até do drama. "O grande diferencial é a forma como a tema é mostrado. Os repórteres se colocam de verdade nas situações, narram em primeira pessoa, vivem tudo. Há também uma grande diversidade de temas, fazendo do programa um grande painel do comportamento humano", afirma Hélio Vargas, diretor artístico e de programação da Band.

O programa exibe, em tempo real, os registros de várias câmeras que trabalham paralelamente, gerando uma colagem de imagens que mostram os contrastes e contrapontos de cada tema. E as surpresas aparecem a cada episódio. Os integrantes de A Liga já encararam os fantasmas de quem convive com a morte, a coragem de quem mora na rua, testemunharam a força de quem vive do lixo, o perigo de quem topa a contravenção, a ousadia de quem assume a prostituição e, entre outros assuntos, os tormentos de quem convive com a loucura.

Criado pela Eyeworks-Cuabro Cabezas, o programa foi Indicado ao Emmy (Oscar da Televisão). Também foi vencedor do New York Fetivals 2009 na categoria Melhor Reportagem Investigativa, e do Prêmio Martin Fierro de Jornalismo.
     

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