Quarta-feira, 27 de agosto de 2008 - 19h15       Última atualização, 27/08/2008 - 19h15
Demora no atendimento pode custar vida nas filas do SUS pelo país

Da Redação

Uma demora que pode custar vidas nas filas do SUS em todo o país. Por causa da burocracia, pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde chegam a esperar mais de um ano para fazer um exame médico. Com fortes dores na coluna, o protético Paulo Lima, em janeiro buscou atendimento médico num hospital público de Salvador. O sofrimento começou quando precisou de uma ressonância magnética para identificar as causas das dores nas costas. O exame, numa clínica particular, custa entre 800 e 1.500 reais. Para fazer o procedimento pelo SUS, o Sistema Único de Saúde, ele depende de autorização prévia. Há sete meses, ele vai à Diretora Regional de Saúde e os atendentes o orientam a esperar. Depois de passar pela burocracia chegamos ao setor de marcação de exames. A atendente manda Paulo ter paciência. Ele cobra explicações, diz que quer fazer o exame. O taxista Antônio Carlos há um ano tenta conseguir autorização para o mesmo exame. O sogro dele fraturou uma das vértebras e ainda não sabe quando vai fazer a ressonância magnética. Com dores e cansado de tanto aguardar, Paulo voltou ao hospital. Na entrada dos fundos que é reservada aos pacientes do SUS encontramos Maria Auxiliadora com dores no peito e no corpo. Ela vai para casa sem atendimento depois de passar por alguns hospitais de Salvador. O problema da demora na marcação de exames se repete em todo o país. No Rio de Janeiro, Claudia tenta marcar uma mamografia há mais de um ano.
     

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