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Sexta-feira, 11 de setembro de 2009 - 15h39      

Para Lula, decisão sobre caças é política e do presidente

Da Redação, com Agência Estado

brasil@eband.com.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que a compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) será uma decisão "política e estratégica", exclusiva do presidente da República. "A FAB tem o conhecimento tecnológico para fazer avaliações. Agora, a decisão é política e estratégica e essa é exclusividade do presidente da República e de ninguém mais", disse Lula, em entrevista no Porto de Suape, em Ipojuca (PE).

Lula disse que ainda estuda as propostas para a aquisição dos caças, mas deixou claro que a que apresenta maior flexibilidade é a da França. "O presidente Nicolas Sarkozy foi o único que apresentou para mim, textualmente, uma proposta de repasse de tecnologia para fabricar avião aqui. Se alguém quiser ofertar mais, que oferte", afirmou.

Ele disse que a decisão de compra não está fechada porque a negociação envolve "muito dinheiro". Segundo o presidente o momento é de palpites.

Lula reclamou que, em conversa recente com jornalistas no Palácio do Itamaraty, uma ironia feita por ele de que poderia ter os caças de graça foi tratada pela imprensa como uma afirmação. "Fico triste quando a imprensa não sabe o que é brincadeira ou ironia", disse o presidente.

Negociação

Na segunda-feira (7), durante visita de Sarkozy ao Brasil, Lula e o presidente francês assinaram o maior e mais importante acordo militar da história recente do país, no valor de R$ 22,5 bilhões. Na ocasião, os dois anunciaram a abertura de negociação para a compra de 36 caças Rafale, da francesa Dassault. Em contrapartida, Sarkozy comunica “a intenção da França” de comprar dez unidades do futuro avião da Embraer KC 390.

Na terça-feira (8), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o processo de licitação dos aviões ainda não está concluído. A Aeronáutica ainda precisa apresentar um relatório técnico sobre os três concorrentes – o francês Rafale, o Gripen, da sueca Saab, e o F-18, da americana Boeing.

A afirmação de Lula - de que o principal motivo pela escolha do Rafale é o fato de os franceses terem aceito transferir tecnologia - fez com que tanto a Boeing quanto a Saab emitissem comunicados reafirmando que também aceitam a transferência de tecnologia. As empresas têm até o dia 18 para melhorar suas propostas e apresentá-las à Força Aérea Brasileira.  

 

     

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