Sexta-feira, 17 de julho de 2009 - 09h19
Voo 3054 causou ´dança das cadeiras´ em Brasília e mudanças na malha aérea
O ministrio da Defesa, Nelson Jobim, o comandante da FAB, Juniti Saito, e o secretario da segurança, Ronaldo Marzagão
Karina Gomes
cidades@eband.com.br
Maior acidente aéreo da aviação brasileira, a colisão do Airbus A320 da TAM com um depósito da companhia vizinho ao Aeroporto de Congonhas, no dia 17 de julho de 2007, provocou mudanças na cúpula da aviação civil brasileira.
Nelson Jobim (PMDB) assumiu o Ministério da Defesa e o comando da aviação no Brasil no lugar de Waldir Pires (PT) que não resistiu ao segundo acidente aéreo em menos de um ano. Indicada pelo novo ministro, Solange Paiva, funcionária do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), assumiu a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) depois da queda do avião, tirando a cadeira do presidente Milton Zuanazzi. Denise Abreu, diretora do órgão, saiu nas trocas internas.
O acidente somado à crise do apagão aéreo também determinou mudanças estruturais no aeroporto de Congonhas. De acordo com a Infraero, houve no primeiro semestre de 2008, uma redução de 17,97% nos pousos e decolagens em relação ao mesmo período no ano anterior. De janeiro a maio foram 91.553 movimentos em 2007 e 75.102 em 2008. A movimentação de passageiros no aeroporto de Congonhas também diminuiu, houve uma queda de 27,48% no número de usuários.
As reformas começaram em fevereiro de 2007, com as melhorias nas pistas auxiliar e principal e “grooving” na pista principal - ranhuras transversais que aumentam o atrito na pista. Em setembro do mesmo ano, a Anac determinou a criação de uma área de escape nas pistas do aeroporto de Congonhas como medida de “aumento da proteção”. As pistas principal e auxiliar aumentariam em 150 m e 120 m, respectivamente. Segundo a agência, essas áreas já existem e estão construídas.
Em outubro, entrou em vigor a nova malha aérea que regulamentou 33 movimentos de pousos e decolagens por hora, bem como a proibição de escalas, conexões, fretamentos e charter no aeroporto. Os voos deveriam ser planejados “observando-se um raio de mil quilômetros”.
Em março de 2008, a Anac autorizou o retorno das escalas e conexões aos finais de semana, nos horários de menor pico, e o raio de cobertura aumentou para 1.500 km. A Infraero informou em nota que mede o coeficiente de atrito nas pistas de Congonhas a cada 15 dias. Procurada pela Band, o órgão informou que não irá se pronunciar até que saia o resultado do inquérito.
Quinta-feira, 2 de setembro de 2010
17,97%
Foi o tamanho na redução de movimentos no aeroporto de Congonhas







