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Quarta-feira, 25 de novembro de 2009 - 16h45      

Brasil eleva aporte ao FMI e ganha poder de veto

Da Redação, com agências

economia@eband.com.br

O Brasil poderá emprestar até US$ 14 bilhões ao programa "Novos Acordos de Empréstimo" (NAB, na sigla em ingês), do FMI (Fundo Monetário Internacional) e terá, junto dos outros integrantes do BRIC - Rússia, China e Índia -, poder de veto no Fundo. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O valor decidido anteriormente era de US$ 10 bilhões, que foi aumentado após reunião do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo).

Segundo Mantega, os recursos permanecem no País, como parte das reservas internacionais. "É como se fosse um cheque especial", disse o ministro. Ele explicou que, se o FMI precisar de recursos, vai ao NAB para solicitar a liberação do crédito. O Brasil, ao fazer o empréstimo ao FMI, recebe direitos especiais de saque - um papel conversível a qualquer momento.

O ministro explicou que o veto do BRIC é possível porque, juntos, os quatro países detêm um pouco mais de 15% das cotas. "Criamos um fundo monetário internacional (FMI) do B", brincou o ministro. Ao todo, o NAB é composto por 28 países e cabe ao FMI solicitar os recursos dessa carteira.

As novas regras preveem que os empréstimos feitos com o dinheiro do NAB tenham de ter aprovação de 85% dos cotistas do fundo, disse Mantega.

     

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