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Segunda-feira, 28 de setembro de 2009 - 12h43      

Governo interino fecha rádio e TV de oposição em Honduras

Foto: Orlando Sierra/AFP Zoom Zelaya pede que a comunidade internacional reaja antes que ocorra um homicídio

Zelaya pede que a comunidade internacional reaja antes que ocorra um homicídio

Da Redação, com AFP

mundo@eband.com.br

Depois do fechamento da emissora de rádio Globo e o Canal 36 — as duas principais emissoras de oposição de Honduras, o presidente deposto Manuel Zelaya pediu ajuda internacional.

"A comunidade internacional tem que reagir imediatamente antes que ocorra um magnicídio", declarou à AFP o presidente, que está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, cercada por centenas de efetivos militares e policiais.

As duas empresas de comunicação favoráveis ao presidente deposto foram fechadas como parte do decreto que estabelece estado de exceção por 45 dias, o que permite proibir protestos públicos e suspender liberdade de expressão e de imprensa.

"Eles silenciaram as únicas vozes o que o povo hondurenho tinha, estão matando nosso espírito de forma cruel e desumana", disse Zelaya pouco depois de o regime ter fechado as emissoras, na madrugada desta segunda-feira.

Zelaya disse que o fechamento da rádio e da TV é uma evidência de que foi instaurada uma ditadura brutal em Honduras, a mais dura que o país já viu em sua história. Para ele, a situação deve se agravar ainda mais daqui em diante.

Nesta segunda-feira, o golpe de Estado que tirou Zelaya do poder completa três meses, e a oposição convocou uma nova manifestação em Tegucigalpa e outros atos em cidades do interior.

     

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