Domingo, 28 de fevereiro de 2010 - 08h01
Robôs nacionais ajudam estudantes de escolas brasileiras
Bárbara Forte
tecnologia@eband.com.br
Pouco produzidos no Brasil, os robôs ainda são mistério para muitos estudantes de cursos técnicos. Mas apenas por enquanto. Uma empresa nacional é a primeira a produzir as máquinas em grande escala - cerca de 40 exemplares - para instituições de ensino de todo o país ainda este ano.
O administrador Plínio Gabriel João, da Xbot – companhia responsável pela produção das invenções – explica que são feitas parcerias com as escolas. “A empresa fornece os aparelhos por um preço abaixo dos produtos importados de outros países, disponibiliza assistência técnica e ainda dá treinamento para os professores”, afirma.
Segundo ele, outro fator também favorece o interesse e o alcance dessas tecnologias ao mercado brasileiro, como a abertura do código do software do robô. “Os alunos podem criar e modificar os módulos já existentes na invenção. Assim, fica mais fácil de aprender”, afirmou.
A Escola de Engenharia de São Carlos da USP é uma das adeptas da tecnologia. Com três aparelhos abertos aos alunos da instituição, o trabalho com robôs se tornou mais procurado pelos alunos. “Acompanho cerca de oito alunos que fazem seus projetos experimentais com a ajuda dos robôs”, afirmou o professor de Engenharia Elétrica da Universidade, Adilson Gonzaga.
Para as aulas, o orientador afirma que não há ainda como utilizar os protótipos, mas acredita que os projetos que estão sendo produzidos já aumentam o interesse das pessoas. “Antes muitos procuravam produzir coisas mais simples, como microprocessadores. Agora eles procuram conhecer as máquinas. Isso cria boas expectativas para a robótica no Brasil”, disse.
Modelos
RoboDeck: robô móvel que pode ser utilizado em atividades variadas, sobretudo nas áreas de pesquisa e educação. Além de outras aplicações em segurança e marketing. O RoboDeck possui mobilidade mais ampla (que permite deslocamento em qualquer direção), sensores digitais e analógicos (GPS, bússola, acelerômetro e temperatura), capacidade de acoplar câmeras digitais com interface USB, entre outros quesitos.
Robô Curumim: promove o desenvolvimento educacional e o aprendizado de conceitos técnicos nas áreas de lógica digital, controle, programação e robótica para alunos dos cursos técnicos.
Sci-soccer: este é um modelo para entretenimento e uma solução adequada para quem deseja utilizar a robótica no ensino de programação e estratégia por meio do futebol de robôs, mas encontra dificuldades para desenvolver todo o projeto robótico (eletrônica, mecânica, comunicação, processamento de imagens).
De acordo com Plínio, os custos variam para cada aparelho, mas podem destoar ainda mais dependendo do número de módulos que são comprados. Segundo ele, “o preço pode ir de R$ 15 mil até R$ 28 mil, um custo, às vezes, 50% menor do que de um importado”.
Ásia
No oriente, os robôs já são bastante comuns nas escolas. Uma parceria entre o Instituto de Tecnologia Nippon, a Harada Design de Veículos, ZMP e ZNUG Design exibida no Japão mostrou um robô humanóide de 1,20 m para fins educativos.
A máquina, chamada de e-NUVO, foi feita para se adequar à altura de uma criança em idade escolar e será colocada em classes de aula para ensinar alunos a lidar com andróides. Na Coreia uma outra invenção, o R-Learning, deve ser implementada até 2012 para ajudar no aprendizado das crianças da rede pública.
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