Segunda-feira, 30 de março de 2009 - 08h10       Última atualização, 30/03/2009 - 08h10
ONGs ligadas ao MST são acusadas de desvio de recursos do governo

da redação

Organizações não-governamentais ligadas ao MST são acusadas de desvio de recursos. Somente quatro delas já receberam 47 milhões de reais nos últimos sete anos.

O instituto que recebeu R$ 5,6 milhões do governo federal em 2007 fica em um prédio no setor comercial de Brasília. O porteiro confirma que a empresa fica no segundo andar em uma sala sem identificação na porta. O ITAC, Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo foi criado em 2006, depois que entidades ligadas ao MST começaram a ser investigadas por suspeita de desvio de recursos. Na direção, Gustavo Moura e Paulo Ueti, que seriam representantes do MST, Movimento Sem Terra.

Um levantamento feito pela ONG Contas Abertas mostra que desde 2003 o governo Lula repassou quase R$ 152 milhões para 43 entidades que têm militantes do MST. Desse total, R$ 47 milhões foram para quatro instituições diretamente ligadas ao Movimento Sem Terra.

As ONGs que tiveram os maiores repasses nos últimos sete anos são:
- Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola): R$ 22,3 milhões.
- CONCRAB (Confederação das Cooperativas Agrárias do Brasil): R$ 10,7 milhões.
- COOPTEC (Cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos do Rio Grande do Sul) R$10,3 milhões.

Apesar do MST ter 25 anos, o Movimento não existe juridicamente. Por isso não pode receber verbas do governo. Mas as ONGs ligadas ao MST podem. O número dessas entidades e institutos subiu de 34, em 2003, para 43 no ano passado. O crescimento aumentou a partir de 2005, depois da CPI da Terra e das investigações do Tribunal de Contas da União (TCU), que acabaram bloqueando repasses na época.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, já criticou a distribuição de dinheiro público para financiar a invasão de terras. Mesmo assim, só este ano, o governo repassou R$ 6,5 milhões para entidades que tem militantes do MST, de acordo com o SIAFI, sistema que controla gastos com dinheiro público. Hoje, o TCU, tenta reaver R$ 22 milhões que teriam sido desviados nos últimos 10 anos por entidades ligadas ao MST.
     

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