Agro bate recorde e emprega 28,4 milhões de pessoas no Brasil
Levantamento do Cepea e da CNA aponta maior contingente histórico para o 2º trimestre

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O número de trabalhadores no agronegócio brasileiro soma 28,4 milhões no segundo trimestre de 2026 e atinge o maior patamar já registrado para o período em toda a série histórica, iniciada em 2012. Os dados resultam de pesquisa divulgada na sexta-feira (16) pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizada em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).
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Em comparação com o mesmo trimestre de 2025, o avanço é de 0,7%. O resultado consolida o peso do campo na atividade econômica do País e acompanha a trajetória geral de recuperação do emprego no território nacional.
No panorama amplo do mercado de trabalho brasileiro, a taxa de desocupação recua para 5,4% no período, o menor índice verificado para um segundo trimestre desde o início da série da Pnad Contínua. Com essa dinâmica, o setor rural responde por 26% de todos os ocupados do Brasil, proporção que mantém estabilidade frente aos mesmos meses do ano anterior e fica pouco abaixo dos 26,3% apurados no primeiro trimestre de 2026.
Setor primário e serviços lideram alta
A sustentação do recorde decorre do desempenho verificado dentro da porteira. O segmento primário — que engloba as atividades ligadas diretamente ao cultivo das lavouras e à criação de rebanhos — registra expansão de 2,7% na ocupação de mão de obra.
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Outro pilar de crescimento vem dos agrosserviços, ramo responsável pelo transporte rodoviário e ferroviário, armazenamento em silos e distribuição logística de safras, que apresenta alta de 1,1% no quadro de vagas.
Em direção contrária, os segmentos industriais e de suporte encerram o trimestre com recuo. A área de agroindústria, voltada ao processamento e transformação de alimentos e fibras, encolhe 2,4%. Já o setor de insumos agropecuários, que reúne fabricantes e distribuidores de fertilizantes, defensivos químicos e sementes, tem retração de 6,5% no total de empregados.
Formalidade e perfil da mão de obra
No detalhamento das contratações, os trabalhadores com carteira assinada somam cerca de 9,88 milhões de pessoas. Embora a categoria apresente expansão moderada de 0,5% em doze meses, ela permanece como a principal fatia do mercado de trabalho rural, concentrando 34,8% de toda a mão de obra ocupada no agronegócio.
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Por outro lado, o emprego sem carteira assinada recua 1,7% no comparativo anual. O movimento demonstra avanço na formalização das relações de trabalho nas propriedades e empresas agrícolas parceiras do setor produtivo.
Entre os profissionais autônomos, o contingente de trabalhadores por conta própria cresce 2,4%, acompanhado pela elevação de 3,5% no número de empregadores rurais. A categoria de trabalhadores familiares auxiliares — fundamental na agricultura familiar brasileira — avança 1,2%.
A pesquisa do Cepea e da CNA identifica ainda a continuidade na elevação da escolaridade dos trabalhadores agrícolas, reflexo da modernização técnica das máquinas e dos sistemas de gestão no campo. No recorte de gênero, a presença masculina cresce 0,6%, enquanto a feminina avança 0,7%, evidenciando a participação conjunta de homens e mulheres na sustentação do emprego agropecuário.
