Agronegócio deve registrar novos recordes em 2026; veja as perspectivas
Estimativa da Conab aponta 354,4 milhões de toneladas de grãos; Plano Safra histórico de R$ 516 bi impulsiona o setor, apesar da retração no milho

O agronegócio brasileiro, em 2026, deve ter resultados bastante positivos, tanto nos resultados da agricultura (se o clima permitir) e na pecuária. A projeção aponta para mais uma produção de grãos inédita e uma recuperação dos preços na pecuária. Neste caso, o cenário se torna mais positivo para os criadores do que para os consumidores.
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção brasileira de grãos para o ciclo 2025/26 deve alcançar a marca de 354,4 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pelo desempenho histórico da soja, conforme apontou o 3º Levantamento da Safra divulgado em dezembro. Este volume de grãos representa um ligeiro crescimento de 0,6% em relação ao ciclo anterior. O cenário consolida a força do agronegócio brasileiro, sustentado financeiramente pela vigência do Plano Safra 2025/2026, que deve ser anunciado no final de junho de 2026.
Para a atual safra, o programa governamental disponibilizou o montante recorde de R$ 516,2 bilhões para custeio e investimento, visando garantir a estabilidade do setor diante das oscilações climáticas e de mercado.
O peso da soja e o alerta no arroz
O destaque positivo da temporada é, mais uma vez, a soja. A oleaginosa caminha para um novo recorde, com produção estimada em 177,1 milhões de toneladas. Esse número representa um aumento de 3,3% na colheita. A área plantada também cresceu, atingindo 48,9 milhões de hectares, o que reforça a posição do Brasil como líder global no fornecimento do grão.
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Por outro lado, os dados da Conab acendem um sinal de alerta para um item essencial na mesa do brasileiro: o arroz. A estimativa é de que a produção recue 12,4%, totalizando apenas 11,2 milhões de toneladas. A queda é atribuída à redução da área cultivada pelos produtores. Analistas do setor avaliam que essa retração na oferta pode gerar pressão inflacionária nos preços ao consumidor ou exigir que o país aumente as importações do grão em 2026 para abastecer o mercado interno.
Cenário do milho e suporte regional
O milho apresenta um cenário misto. Embora a primeira safra (conhecida como safra de verão) tenha registrado um crescimento de 3,9%, a projeção total — somando as três safras do ciclo — indica uma queda. A expectativa é de 138,9 milhões de toneladas no total, uma retração de 1,5% ante o ciclo passado. O desempenho das safras seguintes será determinante para o balanço final do cereal.
Além do suporte federal, o crédito estadual também tem sido decisivo. Em Minas Gerais, por exemplo, o governo destinou um valor recorde de R$ 2 bilhões via Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) especificamente para a safra 2025/26, fortalecendo a produção regional.
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Pecuária e expansão internacional
O otimismo no campo não se restringe aos grãos. A pecuária brasileira segue em ritmo de tração, sustentada por volumes recordes de exportação registrados ao longo de 2025. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destaca a abertura de novos mercados estratégicos como um fator crucial. Entre as conquistas recentes, estão a autorização para exportar gergelim e sorgo para a China e carnes para o México.
Essas negociações comerciais garantem o escoamento da produção e protegem a rentabilidade do produtor rural, diversificando os destinos dos produtos agropecuários brasileiros.
