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Agro

Brasil projeta safra recorde e se consolida como líder em ESG no campo

Setor projeta colheita histórica de 353,8 milhões de toneladas enquanto consolida logística reversa de embalagens e práticas de ESG no campo

2 min

13/04/2026 11:54 • Atualizado há 194 dias

Brasil projeta safra recorde e se consolida como líder em ESG no campo

O agronegócio brasileiro projeta uma safra histórica de 353,8 milhões de toneladas de grãos para o ciclo 2025/2026, integrando produtividade recorde a modelos estruturados de sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Diante da crescente pressão internacional por critérios ESG (Ambiental, Social e Governança), o setor consolida iniciativas como o Sistema Campo Limpo, que registrou em 2025 o maior volume anual de destinação de embalagens desde o início de suas operações.

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A expansão da produção agrícola brasileira reforça a necessidade de soluções eficientes para garantir a sustentabilidade em larga escala. O Sistema Campo Limpo atua como um programa de logística reversa para embalagens vazias de defensivos agrícolas, conectando indústria, distribuidores, agricultores e o poder público em um modelo de responsabilidade compartilhada que opera há mais de duas décadas.

Desde sua criação em 2002, o programa já destinou corretamente 902 mil toneladas de embalagens. Apenas no último ano, foram processadas 75.996 toneladas de materiais, consolidando a iniciativa como uma das maiores referências mundiais em logística reversa.

A estrutura atual conta com mais de 400 unidades de recebimento distribuídas por todo o território nacional. Essa capilaridade permite que produtores rurais em regiões distantes dos grandes centros tenham acesso ao descarte adequado, garantindo que o impacto ambiental seja minimizado em todas as frentes produtivas.

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Economia circular e governança no campo

O modelo brasileiro vai além da simples destinação e impulsiona a economia circular no agronegócio. Após o recolhimento, as embalagens passam por processos de transformação que dão origem a novos artefatos. Atualmente, o sistema possui 38 itens homologados, incluindo tampas e novas embalagens, além de materiais como tubos e conduítes aplicados em outros setores da economia.

Para o diretor-presidente do inpEV, Marcelo Okamura, os resultados demonstram que produtividade e preservação ambiental são indissociáveis na lógica de produção moderna. Ele avalia que o agro brasileiro é capaz de avançar com resultados mensuráveis que beneficiam toda a cadeia produtiva. “O agro brasileiro mostra que é possível avançar em produtividade com responsabilidade. O Sistema Campo Limpo é um exemplo concreto de como sustentabilidade e eficiência caminham juntas”, afirma Okamura.

A governança do sistema é baseada em funções definidas: agricultores devolvem as embalagens, canais de distribuição organizam o fluxo, a indústria assegura a destinação final e o poder público fiscaliza a operação. Em um mercado global que exige transparência, o Brasil se posiciona de forma competitiva com soluções operacionais já consolidadas.

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