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Agro

Brasil supera EUA e se torna o maior produtor de carne bovina do mundo

Dados do USDA confirmam liderança inédita com 12,35 milhões de toneladas em 2025; exportações também batem recorde e superam total de 2024

3 min

19/12/2025 16:28 • Atualizado há 309 dias

Brasil supera EUA e se torna o maior produtor de carne bovina do mundo

A pecuária brasileira atingiu um marco histórico e inédito em 2025. Pela primeira vez na história, o Brasil deixou para trás os Estados Unidos e assumiu o posto de maior produtor de carne bovina do mundo. A confirmação veio através de dados divulgados recentemente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a principal referência global em estatísticas do agronegócio.

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Segundo o levantamento, o Brasil deve encerrar o ano com uma produção total de 12,35 milhões de toneladas de carne. O volume é suficiente para ultrapassar a potência norte-americana, que registrou uma produção de 11,81 milhões de toneladas no mesmo período.

O feito consolida a eficiência do produtor brasileiro "da porteira para dentro", que tem investido em genética, nutrição e tecnologia para aumentar a produtividade sem necessariamente expandir a área de pastagem. A liderança global reforça o papel do país como o grande "açougue do mundo", garantindo segurança alimentar interna e externa.

Exportações ignoram barreiras

Além de produzir mais, o Brasil está vendendo mais para o exterior, demonstrando uma resiliência impressionante diante de desafios comerciais. Mesmo enfrentando tarifas e barreiras sanitárias ou diplomáticas ao longo do ano, o ritmo dos embarques não diminuiu.

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O setor bateu recorde de exportações. De acordo com os dados compilados, o volume atingiu a marca de 3,116 milhões de toneladas, um crescimento expressivo de 8,4% em comparação aos embarques totais de todo o ano de 2024.

Essa performance mostra que a carne brasileira continua altamente competitiva no cenário internacional, conquistando novos mercados e mantendo a fidelidade de compradores tradicionais, como a China e o Oriente Médio, graças à qualidade sanitária e ao preço atrativo do produto nacional.

Dados do IBGE confirmam a alta

A tendência de alta já era apontada pelos órgãos nacionais de estatística. No acumulado até setembro de 2025 (terceiro trimestre), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicava que a produção de carnes no país estava "embalada".

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Nos primeiros nove meses do ano, foram produzidas 8,1 milhões de toneladas sob inspeção sanitária. Esse volume representa um aumento de 4,8% — o equivalente a um acréscimo de 376 mil toneladas — em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado do terceiro trimestre, especificamente, foi o maior de toda a série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 1997. Isso significa que nunca se abateu tanto gado e se produziu tanta carne no Brasil quanto agora.

O que isso significa para o setor?

A superação dos Estados Unidos é mais do que um dado estatístico; é uma mudança geopolítica no mercado de alimentos. Enquanto o rebanho norte-americano passa por ciclos de redução devido a secas e custos elevados, o Brasil demonstra capacidade de manter a oferta estável e crescente.

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Para o pecuarista, o cenário traz o desafio de manter a rentabilidade em um momento de oferta alta, que tende a pressionar os preços da arroba. No entanto, a demanda externa aquecida serve como uma válvula de escape fundamental para escoar a produção e equilibrar as cotações no mercado interno.

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