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Agro

Carne bovina está cara, mas é a principal fonte de proteína consumida no Brasil

Pesquisa apontou que cortes bovinos representam 30% dos gastos médios

3 min

10/09/2025 12:31 • Atualizado há 409 dias

Carne bovina está cara, mas é a principal fonte de proteína consumida no Brasil

Apesar da alta de 17,6% no preço médio, o consumo de carne bovina aumentou no Brasil em 2025, de acordo com dados da Worldpanel by Numerator. O volume consumido no país aumentou 8,8% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2024, enquanto a penetração nos lares brasileiros alcançou 93,1% – avanço de 5,1 pontos percentuais.

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O estudo mostra que os bovinos seguem como a principal proteína no prato do consumidor, presentes em 28,7% das ocasiões de consumo. A categoria representa 1/3 de todo o gasto com proteínas e gera impacto positivo na cesta, com incremento de 8,9 pontos percentuais no valor total quando se mostra presente.

Diante do cenário econômico, os consumidores também ajustam suas escolhas, optando por cortes premium sem marca, como o bife (34,8% em volume), e opções mais acessíveis com marca, a exemplo da carne moída (15,6%). Entre os cortes que mais movimentam a categoria, destacam-se acém (6,1%) e alcatra (1,7%). “A escolha do corte varia conforme o período do mês. No início, ganham espaço cubinhos e peça inteira sem marca; no meio, desponta a carne moída com marca; e no fim, prevalecem os cortes sem marca (exceto moída), evidenciando o esforço do shopper em manter o consumo de bovinos mesmo com orçamento mais apertado”, explica Felipe Feniar, Gerente de Contas da Worldpanel by Numerator.

Os lares da classe AB têm priorizado outras proteínas nos primeiros dias do mês, como linguiças, frangos e suínos. Ainda assim, representam 28,9% do volume consumido de bovinos no trimestre. Salsichas e linguiças ganham espaço nesse grupo, indicando um comportamento de diversificação no consumo de proteínas.

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O estudo também aponta que “saciar a fome” ganha relevância como principal motivador do consumo, especialmente nas categorias de proteínas – sinalizando uma mudança no papel funcional das refeições no cotidiano dos brasileiros.

Em relação aos canais, o e-commerce mantém forte aceleração em unidades vendidas e já leva a categoria de proteínas a 5,7% dos lares, com bovinos presentes em 32% deles. Já o açougue, embora ainda mais representativo para carnes de boi do que o mercado em geral, começa a desacelerar, especialmente entre os domicílios de maior poder aquisitivo.

Com queda de 6% no volume, o canal registra penetração de 15,2%, com destaque para a compra de cortes sem marca, que representam 96,1% do total comercializado no açougue. O perfil mais consumidor nesse meio é formado por lares com moradores acima de 50 anos, de três a quatro pessoas, das classes AB e principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

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Os dados da Worldpanel by Numerator são baseados no monitoramento contínuo de 11.3 mil domicílios, com cobertura de 82% da população urbana brasileira e 90% do potencial de consumo. O levantamento contempla sete regiões: Norte + Nordeste, Centro-Oeste, Leste + Interior do Rio de Janeiro, Grande Rio de Janeiro, Grande São Paulo, Interior de São Paulo e Sul.

Carne bovina está cara, mas é a principal fonte de proteína consumida no Brasil