Agro

China amplia compra de soja dos EUA e acende alerta para o Brasil

Queda nos embarques brasileiros e promessa de Pequim aos norte-americanos preocupam o setor durante a abertura da safra

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24/09/2026 14:51 • Atualizado há 10 horas

China amplia compra de soja dos EUA e acende alerta para o Brasil

O mercado brasileiro de soja acompanha com cautela as negociações entre China e Estados Unidos. Em entrevista à Bandeirantes, analistas alertam que a promessa de Pequim de ampliar a compra do grão norte-americano pode reduzir a fatia das exportações do Brasil, em um momento de mudança no fluxo de embarques marítimos.

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Atualmente, os produtores brasileiros lideram o fornecimento da commodity para o mercado chinês. Das cerca de 180 milhões de toneladas colhidas no país, 65 milhões de toneladas têm como destino os portos da nação asiática.

Em contrapartida, os Estados Unidos vendem habitualmente cerca de 10 milhões de toneladas aos compradores chineses. No entanto, o presidente Xi Jinping promete elevar essas aquisições para 25 milhões de toneladas, movimentação que pressiona o volume negociado pelos exportadores sul-americanos.

A desaceleração dos embarques nacionais para o parceiro asiático já se reflete na rotina dos portos. Nas últimas duas semanas, o envio semanal de soja brasileira caiu de uma média de 20 para apenas 5 cargas.

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Estratégia chinesa busca diversificar fornecedores

Na visão dos especialistas, essa retração decorre de uma diretriz estratégica de Pequim. O governo chinês atua para diminuir a dependência excessiva em relação a poucos parceiros comerciais e ampliar a concorrência entre vendedores globais.

Essa mesma política já atinge outros segmentos da agropecuária brasileira, como a carne bovina, que passou a enfrentar tarifas alfandegárias no território chinês. Para analistas, a meta das autoridades orientais é incentivar a produção pecuária interna para diminuir as compras externas no médio prazo.

O diálogo bilateral entre Xi Jinping e o presidente Donald Trump acelera essa reconfiguração. Para analistas do agronegócio, embora a alta demanda da China seja vantajosa aos exportadores, a postura de diversificação adotada por Pequim é compreensível e obriga o setor brasileiro a rever suas estratégias de venda.

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Início do plantio da safra e desafios do produtor

Em meio a esse cenário externo, ocorreu o lançamento oficial do plantio da safra 2026/2027 de soja em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo. Os trabalhos de campo começam sob impacto da valorização das cotações nas bolsas norte-americanas e de custos internos elevados.

Para viabilizar as lavouras, os agricultores enfrentam desafios como o endividamento e a necessidade de racionalizar o uso de insumos, que são os fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas aplicados na lavoura. A prioridade dos produtores é manter a competitividade, buscar novos destinos para a safra e acompanhar as decisões comerciais em Washington e Pequim.

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