China suspende importações de carnes de aves de 14 frigoríficos de SC
Foco de Doença de Newcastle foi confirmado em granja de perus pelo Mapa, ABPA e OMSA

Divulgação/AEN
A China anunciou nesta terça-feira (20) que suspendeu as importações de carne de aves exclusivamente originárias do estado de Santa Catarina após a confirmação de um foco de Doença de Newcastle em uma granja de perus. A decisão das autoridades sanitárias de Pequim atinge 14 frigoríficos habilitados no estado.
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Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o embargo não se aplica aos demais estados exportadores do Brasil. O governo brasileiro manteve negociações prévias com o mercado chinês para assegurar o modelo de regionalização sanitária, que determina que, quando identificados focos de doenças em aves, apenas a região de origem do surto seja bloqueada no comércio.
Dessa forma, o comércio bilateral de carne de aves continua liberado em todo o restante do território nacional, ficando a restrição restrita às fronteiras catarinenses.
Nesta terça-feira, o México também anunciou bloqueio nas importações de carne de aves do Brasil devido ao foco da doença.
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Foco de Newcastle atinge granja comercial no Oeste de SC
A detecção do foco da doença aconteceu durante ações de vigilância ativa em uma granja comercial de perus situada na região oeste de Santa Catarina, que é o maior produtor de aves do Brasil. O diagnóstico positivo ativou os acordos sanitários internacionais de mitigação de risco animal, o que levou à imediata comunicação entre o governo brasileiro e os compradores asiáticos.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres. Ela causa graves distúrbios respiratórios, digestivos e nervosos nos plantéis. Apesar da alta taxa de transmissão e mortalidade entre os animais, o vírus não afeta a segurança do alimento nem oferece riscos à saúde pública humana pelo consumo de carne.
Mesmo sem riscos ao consumidor, os acordos veterinários internacionais estabelecem barreiras rigorosas para impedir a disseminação de patógenos entre os rebanhos produtivos globais.
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Em 2025, a doença foi identificada em uma granja no Rio Grande do Sul.
Frigoríficos catarinenses e impacto no mercado externo
As 14 plantas industriais afetadas pela medida representam cerca de 23% do total de unidades brasileiras aptas a exportar para os chineses. O bloqueio exige que as companhias rearticulem sua produção no estado, remanejando estoques para o consumo doméstico ou para mercados que aceitam cargas de zonas sob monitoramento.
A conduta adotada por Pequim difere da postura de outros importadores. Enquanto as autoridades chinesas concordaram em circunscrever a suspensão apenas a Santa Catarina, parceiros como o México adotaram critérios gerais e aplicaram o fechamento temporário a todo o mercado avícola do País.
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Até o momento, a Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) e o Ministério da Agricultura não estabeleceram data para o fim da restrição. O cancelamento do bloqueio depende da conclusão formal das tarefas de saneamento, da desinfecção completa das instalações atingidas e do envio de laudos epidemiológicos que atestem a erradicação do foco infeccioso.
