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Chuva, calor, ciclone e frente fria: como será o clima em outubro?

Brasil deve ser severamente impactado por ondas de calor e chuvas acima da média, exceto na região nordeste

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26/09/2026 23:03 • Atualizado há 4 horas

Chuva, calor, ciclone e frente fria: como será o clima em outubro?

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para o mês de outubro indica um cenário de chuvas acima da média histórica em áreas do Sul do Brasil, além de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Sudeste de Minas e Rio de Janeiro. Por outro lado, volumes abaixo do normal são esperados em setores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

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O prognóstico aponta que as temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do país. Os desvios mais acentuados estão previstos para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, onde as médias podem superar em mais de 2 °C os valores climatológicos do período.

Impactos nas lavouras e na safra

Na Região Norte, a combinação de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas deve intensificar a demanda evaporativa da atmosfera, mantendo condições restritivas para a implantação das lavouras de verão. No Sudeste Paraense, no Tocantins e no leste de Rondônia, o cenário poderá provocar atrasos na semeadura da soja e do arroz, além de riscos de germinação desuniforme e necessidade de replantio.

Na Região Nordeste, o clima seco e quente tende a dificultar o início da implantação das culturas de verão no sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e no extremo oeste da Bahia. No semiárido nordestino, a alta demanda por irrigação será mantida nos polos de fruticultura, enquanto as pastagens poderão sofrer com a redução da disponibilidade de forragem.

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Desafios no Centro-Oeste, Sudeste e Sul

Para a Região Centro-Oeste, a irregularidade das chuvas em Mato Grosso e Goiás poderá limitar a umidade do solo e comprometer a uniformidade da emergência das lavouras de grãos. Em contrapartida, Mato Grosso do Sul apresenta um cenário relativamente mais favorável, com maior frequência de chuvas previstas para a semeadura e o desenvolvimento inicial.

Na Região Sudeste, o estado de São Paulo deve registrar chuvas mais frequentes e acumulados elevados, favorecendo a semeadura da soja e o desenvolvimento de culturas como cana-de-sugar, hortaliças e pastagens. No entanto, em Minas Gerais e no Espírito Santo, a irregularidade das chuvas exige atenção para a recuperação gradual da umidade do solo, especialmente nas lavouras de café.

Na Região Sul, a tendência de chuvas acima da média e temperaturas elevadas exige cuidado com o final das culturas de inverno e a colheita no Paraná. O excesso de umidade pode encurtar as janelas de tempo seco para o preparo do solo e a semeadura das culturas de verão, além de aumentar o risco de doenças nas lavouras.