Chuvas derrubam produção de trigo no Paraná em 34%, aponta Deral
Estado deve colher 1,9 milhão de toneladas, contra 2,88 milhões em 2025; excesso de chuva prejudicou produtividade

A produção de trigo no Paraná deve cair 34% em 2026, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A previsão é de uma colheita de 1,9 milhão de toneladas, contra 2,88 milhões de toneladas registradas em 2025.
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A redução está relacionada às condições climáticas desfavoráveis, principalmente ao excesso de chuvas durante o desenvolvimento e a colheita das lavouras.
Além da queda na produtividade, o volume elevado de precipitações comprometeu a qualidade dos grãos, o que pode reduzir a oferta de trigo adequado à indústria de panificação.
Produção de trigo cai com redução de área e produtividade
O levantamento do Deral aponta que a área cultivada com trigo no Paraná diminuiu 12% em comparação com o ciclo anterior.
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A produtividade média também apresentou queda. Em 2025, os produtores colheram aproximadamente 54 sacas por hectare. Para 2026, a estimativa é de 44 sacas por hectare.
A combinação de menor área plantada e perda de produtividade explica a redução na produção estadual.
Segundo Larissa Nahirny, coordenadora da Divisão de Estatísticas do Deral, os impactos climáticos foram mais expressivos nas culturas de inverno, que sofreram perdas tanto em quantidade quanto em qualidade dos grãos.
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Safra de inverno deve cair 28% no Paraná
Além do trigo, o conjunto das culturas de inverno também apresenta redução na produção.
A estimativa do Deral é de 2,84 milhões de toneladas de grãos de inverno em 2026, volume 28% inferior ao registrado em 2025, quando a produção chegou a aproximadamente 3,9 milhões de toneladas.
As chuvas frequentes prejudicaram o desenvolvimento das lavouras e dificultaram a colheita, afetando diferentes culturas agrícolas do Estado.
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O cenário reforça os impactos das condições meteorológicas sobre a produção de grãos paranaense.
Canola deve dobrar produção no Paraná
Na contramão das perdas registradas nas culturas de inverno, a canola apresentou perspectiva de crescimento.
Segundo o Deral, a produção da oleaginosa deve dobrar em relação ao ciclo anterior.
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O resultado está relacionado à ampliação da área cultivada, que contribuiu para compensar parcialmente a redução observada em outras culturas de inverno.
O levantamento não informa, no material divulgado, o volume total estimado para a canola.
Custos de produção também pressionam avicultura e suinocultura
O Boletim Conjuntural da semana 44, divulgado pelo Deral nesta quinta-feira (29), também aponta dificuldades para produtores de frango e suínos.
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Em setembro, o custo de produção do frango vivo chegou a R$ 4,96 por quilo, enquanto o preço médio recebido pelo produtor foi de R$ 4,75.
Na suinocultura, a diferença foi ainda maior. O custo de produção ficou em R$ 6,13 por quilo, diante de um preço médio recebido de R$ 5,17.
Isso representa uma diferença negativa de R$ 0,21 por quilo de frango e R$ 0,96 por quilo de suíno, considerando os indicadores apresentados pelo Deral.
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Os números mostram que os preços médios recebidos pelos produtores ficaram abaixo dos custos de produção estimados para as duas atividades.
Preços dos lácteos recuam no Paraná
O boletim também registra queda nos preços de produtos lácteos no varejo paranaense durante outubro.
Entre os produtos que apresentaram recuo estão o leite longa-vida, o leite pasteurizado e o queijo muçarela.
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Ao mesmo tempo, as importações estaduais de derivados lácteos cresceram aproximadamente 19% entre janeiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.
O levantamento faz parte do acompanhamento periódico do Deral sobre a produção agropecuária e os preços praticados no mercado paranaense.
