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Da ordenha ao tanque: conheça as etapas da produção de leite

Rotina com desinfecção rígida, animais selecionados e sistemas automatizados garante padrão de qualidade

3 min

08/09/2026 16:26 • Atualizado há 18 horas

Da ordenha ao tanque: conheça as etapas da produção de leite

A produção de leite nas propriedades rurais brasileiras adota protocolos rígidos de assepsia e novas ferramentas de manejo para assegurar a sanidade do rebanho e a entrega de um produto seguro à mesa do consumidor. O caminho do leite, da fazenda à mesa, é tema de uma série especial de reportagens do AgroBand.

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A rotina nas fazendas leiteiras começa cedo e exige atenção contínua em todas as etapas, desde o manejo no curral até o armazenamento final nos tanques de resfriamento. O rigor sanitário impede a contaminação microbiológica e cumpre as normas técnicas do setor agropecuário.

Na chegada dos animais ao galpão, os ordenhadores iniciam a higienização completa do úbere. A lavagem e a desinfecção individual dos tetos eliminam qualquer impureza antes de o equipamento tocar o animal.

Logo após a limpeza inicial, os trabalhadores realizam o "predip", procedimento preventivo de desinfecção dos tetos com solução antisséptica. A prática é associada ao teste da caneca de fundo preto, que consiste em retirar três jatos de leite de cada teto para verificar a presença de grumos, sinal característico de inflamações como a mastite.

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Quando nenhuma alteração é constatada, o operador reforça a desinfecção e acopla o conjunto de sucção. “Coloca a teteira aonde você não tem mais contato manual com o leite. Ele sai, vai pela tubulação até o tanque de resfriamento”, detalha o produtor rural.

Tecnologia e genética elevam o volume diário

A extração ocorre habitualmente duas vezes ao dia, embora propriedades com maior nível de tecnificação realizem até três ordenhas diárias. A divisão dos turnos respeita a capacidade biológica dos animais e estimula a produtividade contínua do rebanho.

O rendimento varia conforme o manejo e a estrutura da propriedade. “Nós temos em média aqui 40 litros, 35 litros de leite por vaca”, afirma o responsável. Em plantéis com nutrição ajustada e animais de alto padrão, a marca atinge até 60 litros diários por vaca.

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A genética do rebanho exerce papel determinante nesses índices. Os criadores trabalham principalmente com vacas das raças holandês e jersey, além do cruzamento entre ambas. A combinação reúne o volume produtivo característico do gado holandês com a maior concentração de sólidos e gordura do jersey.

Automação e cadeia de frio preservam o produto

A modernização dos aparelhos transformou a lida nas fazendas. A ordenha mecânica isola o fluxo contra agentes externos do meio ambiente, impedindo a queda de pelos ou a entrada de insetos durante a coleta.

Os sistemas são integrados a computadores para registrar o volume individual e o tempo de ordenha de cada matriz. Esses dados facilitam a identificação precoce de variações no comportamento animal e orientam a gestão técnica do lote.

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Assim que deixa a vaca, o leite segue por tubulações de aço até o tanque de resfriamento. A refrigeração rápida interrompe a proliferação de bactérias e conserva o frescor do alimento.

“O leite é armazenado para, no nosso caso, ir para a pasteurização. Depois ele é envasado para ir ao comércio no dia seguinte”, explica o produtor sobre a distribuição. Parte do volume também é direcionada à produção de queijos artesanais e industriais.

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