Exportações de café batem recorde histórico em agosto com alta de 31%
Embarques somam 4 milhões de sacas e faturamento atinge US$ 1,3 bilhão, impulsionados por vendas para os Estados Unidos

As exportações de café do Brasil atingem um marco histórico ao embarcar mais de 4 milhões de sacas de 60 quilos ao exterior em agosto. O desempenho representa um avanço de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior e consolida o maior volume já registrado para o mês, impulsionado pela chegada da nova safra aos portos nacionais.
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O faturamento com os embarques também alcança um patamar inédito. No período, as vendas externas geram uma receita cambial de US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões convertidos pela cotação atual).
Representantes do setor produtivo apontam que os preços médios recebidos remuneram o cafeicultor brasileiro de forma adequada. Esse retorno financeiro ajuda a amortizar os investimentos realizados no manejo das lavouras e na compra de insumos ao longo do ciclo agrícola.
De acordo com os dados apresentados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o ritmo acelerado das vendas externas reflete a regularização do fluxo de mercadorias no campo após as primeiras etapas da colheita.
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Entre as variedades negociadas, os cafés conilon e robusta se destacam com os melhores desempenhos para o período. Os embarques dessas opções somam 266 mil sacas em agosto, o que representa uma alta superior a 50% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Muito utilizado pela indústria na fabricação de café solúvel e em misturas equilibradas de grãos conhecidas como blends, o conilon atrai compradores internacionais em busca de matéria-prima de qualidade e custo competitivo.
O café arábica, variedade nobre voltada ao consumo gourmet e caracterizada por notas sensoriais mais suaves, também avança de maneira expressiva. O volume despachado ao exterior atinge 2 milhões de sacas de 60 quilos, anotando uma elevação de 26% em relação a agosto do ano anterior.
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A entrada dos lotes recém-colhidos no circuito comercial viabiliza esse aumento nas vendas externas. No entanto, os cafeicultores ainda enfrentam desafios na reta final dos trabalhos agrícolas.
A ocorrência de chuvas fora de época durante a colheita provocou lentidão nos trabalhos de campo e gerou preocupações pontuais com a secagem e a integridade física dos grãos.
Apesar do desempenho mensal expressivo, o resultado acumulado nos oito primeiros meses do ano aponta redução nos volumes totais. Entre janeiro e agosto, o país exportou pouco mais de 25 milhões de sacas, o que reflete a oferta reduzida verificada no primeiro semestre.
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Mesmo diante desse cenário anual mais contido, a demanda internacional segue firme nos principais centros consumidores globais. Os Estados Unidos continuam como o principal destino do grão brasileiro, registrando um crescimento expressivo de 90% nas compras.
A Alemanha figura na segunda posição entre os maiores compradores internacionais. A Bélgica também amplia o volume de café importado do Brasil em quase 40%, confirmando o apetite dos importadores europeus.
O avanço das vendas para a Europa ocorre em um momento de debates sobre normas socioambientais mais rigorosas para o fluxo do comércio bilateral. Analistas do setor avaliam que a cafeicultura brasileira está estruturada para atender às exigências de sustentabilidade e rastreabilidade requeridas pelo mercado global.
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