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Falta de defensivos desafia produtores de frutas e hortaliças no Paraná

FAEP aponta avanços no registro de produtos agrícolas e na certificação, mas desafios persistem no campo

3 min

27/10/2026 16:37 • Atualizado há 1 hora

Falta de defensivos desafia produtores de frutas e hortaliças no Paraná

Wenderson Araujo/Trilux

A falta de defensivos agrícolas registrados para determinadas frutas e hortaliças ainda é um desafio para produtores rurais do Paraná. A dificuldade limita as alternativas disponíveis para combater pragas e doenças nas lavouras, enquanto as exigências de certificação e o acesso a novos mercados também preocupam o setor.

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Esses foram alguns dos principais assuntos discutidos pela Comissão Técnica de Hortifruticultura do Sistema FAEP nos últimos três anos. Nesta terça-feira (27), durante a última reunião de 2026, representantes do setor apresentaram um balanço das ações desenvolvidas desde 2024.

Uma das prioridades foi ampliar as opções de defensivos agrícolas e produtos biológicos registrados para culturas que possuem poucas alternativas de controle fitossanitário.

Paraná busca ampliar opções de defensivos para frutas e hortaliças

O problema atinge principalmente as chamadas minor crops, termo utilizado para culturas com suporte fitossanitário insuficiente.

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Na prática, isso significa que determinadas frutas e hortaliças possuem poucas opções de produtos autorizados para combater pragas e doenças, dificultando o manejo das lavouras.

Segundo o Sistema FAEP, a entidade participou de discussões nacionais para ampliar os registros de defensivos agrícolas e produtos biológicos destinados a essas culturas.

O balanço apresentado pela comissão aponta 609 marcas comerciais registradas no contexto das minor crops. O material, no entanto, não detalha quantos desses registros ocorreram nos últimos três anos ou quais culturas paranaenses foram diretamente beneficiadas.

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"O Sistema FAEP participou das discussões em âmbito federal e coordenou a pauta de defensivos agrícolas e produtos biológicos para essas culturas. Desde 2018, quando o tema ganhou relevância nacional, somos referência nesse trabalho, que busca ampliar as alternativas disponíveis para o manejo das lavouras", afirmou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Certificação pode ajudar produtores a conquistar novos mercados

Outro desafio enfrentado pelos agricultores é a adequação às exigências de certificação da produção.

Atualmente, existem protocolos definidos para culturas como banana, café, goiaba e morango, além de atividades ligadas à produção florestal.

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As certificações estabelecem requisitos para o processo produtivo e permitem demonstrar aos compradores como os alimentos foram cultivados.

No Paraná, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) iniciou uma aproximação com o varejo para apresentar os benefícios dos produtos certificados.

A expectativa é que o reconhecimento contribua para ampliar o acesso a mercados e valorizar a produção.

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Para auxiliar os agricultores, instrutores do Sistema FAEP que atuam na Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) passaram por capacitação junto à Adapar.

Os profissionais habilitados poderão atuar como responsáveis técnicos dos produtores atendidos pelo programa, auxiliando no cumprimento das exigências para obtenção das certificações.

Brasil tem mais de mil produtos biológicos registrados

O uso de produtos biológicos no combate a pragas e doenças também esteve entre os assuntos discutidos pela Comissão Técnica de Hortifruticultura.

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Segundo informações apresentadas durante a reunião, o Brasil possui 1.016 produtos biológicos com registro ativo no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Esses produtos representam alternativas para o manejo agrícola, mas sua aplicação ainda enfrenta desafios técnicos.

A bióloga Isabella Gotti, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Koppert, apresentou avanços nas tecnologias de aplicação, especialmente diante da busca pela redução do volume de calda utilizado nas lavouras e pelo emprego de drones.

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Entre as novidades discutidas está o desenvolvimento de uma formulação concentrada para aplicação em ultrabaixo volume. Segundo a especialista, o dossiê para registro do produto está sendo submetido ao Mapa.

Comissão reuniu representantes de 48 sindicatos rurais

Entre 2024 e 2026, a Comissão Técnica de Hortifruticultura do Sistema FAEP realizou nove reuniões com representantes de 48 sindicatos rurais do Paraná.

Os trabalhos foram conduzidos pelos produtores Marco Antônio Machado, de Cornélio Procópio, e Paulo Ricardo Da Nova, presidente do Sindicato Rural de São José dos Pinhais.

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Durante o período, a comissão acompanhou discussões sobre o registro de produtos agrícolas, a certificação da produção e o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor.

As ações buscam ampliar as alternativas disponíveis aos agricultores e facilitar a adequação das propriedades às exigências de produção e comercialização.

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