Flávio Bolsonaro e Lula disputam 2º turno; veja propostas para o agro
Candidatos apresentam planos para seguro rural, crédito e sustentabilidade para o agronegócio
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou neste domingo (4) que a eleição para a Presidência da República vai para o segundo turno entre Flávio Nantes Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a apuração de 100% das urnas em todo o país. O novo confronto nas urnas ocorre no dia 25 de outubro.
Continua depois da publicidade
De acordo com a contagem oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro registrou 47,03% dos votos válidos, somando 56.104.049 votos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 45,16% dos votos válidos, o equivalente a 53.876.219 votos.
O resultado mantém o foco do setor produtivo nas diretrizes econômicas e estruturais dos dois concorrentes: a estabilidade regulatória e as linhas de crédito são apontadas por analistas e produtores rurais como pontos determinantes para os investimentos da próxima safra.
Nas eleições proporcionais para o Congresso Nacional, o PL elegeu 28 senadores e garantiu 121 cadeiras na Câmara dos Deputados. O PT assegurou 9 vagas no Senado, enquanto a Federação Brasil da Esperança obteve 78 assentos na Câmara, desenhando o cenário de forças para o agronegócio em Brasília.
Continua depois da publicidade
As propostas de Flávio Bolsonaro para o setor
O plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro direciona medidas para a segurança jurídica e a gestão de riscos financeiros da porteira para dentro. Uma das metas é a ampliação do seguro rural — ferramenta essencial para proteger as lavouras contra quebras climáticas — e a securitização de dívidas de médios e grandes produtores.
O programa liberal também prevê incentivo à produção interna de fertilizantes minerais para reduzir a dependência das importações. Além disso, propõe o aumento na capacidade estática de armazenagem, evitando gargalos de escoamento no pico da colheita.
Na área regulatória, a campanha defende a titulação de terras, a garantia do direito de propriedade e a expansão de áreas irrigadas. No campo ambiental, a prioridade consiste na consolidação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) associada ao pagamento por serviços ambientais.
Continua depois da publicidade
Os planos de Lula para o agronegócio
A plataforma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prioriza a expansão do crédito por meio do Plano Safra e o fortalecimento da agricultura familiar. A diretriz visa garantir taxas de juros compatíveis com o fluxo de caixa do campo, além de reforçar o financiamento destinado a práticas agroecológicas, orgânicos e à sociobiodiversidade.
Outro pilar do plano petista é a reestruturação do seguro rural integrado. O modelo busca articular proteção climática com instrumentos de apoio à comercialização e mecanismos de amortização de risco de mercado para o agricultor.
Para o comércio exterior, o programa enfatiza a diversificação das fontes de crédito bancário ao agronegócio exportador e a agregação de valor aos grãos e proteínas antes do embarque aos portos. Na área fundiária, Lula coloca como meta a titulação de terras indígenas e quilombolas com aporte de infraestrutura básica.
Continua depois da publicidade
Governadores eleitos nos estados "do agro"
O produtor rural Otaviano Pivetta (Republicanos) venceu a disputa pelo governo de Mato Grosso no primeiro turno das Eleições 2026. Com trajetória histórica ligada ao campo em Lucas do Rio Verde, Pivetta fez campanha baseada em investimentos logísticos para escoamento de safras, equilíbrio fiscal e incentivo às cadeias produtivas. Mato Grosso concentra o maior rebanho bovino e a maior colheita de soja do Brasil.
O deputado federal Luciano Lorenzini Zucco (PL-RS) vence a disputa pelo governo do Rio Grande do Sul no primeiro turno da eleição estadual de 2026. A vitória nas urnas coroa uma trajetória parlamentar marcada pela defesa das demandas rurais. Durante o mandato na Câmara dos Deputados, o parlamentar construiu forte interlocução com federações de produtores e frentes ligadas ao setor produtivo, garantindo ampla sustentação na base eleitoral gaúcha.
Continua depois da publicidade
No Paraná, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) mantém interlocução direta com entidades representativas do agronegócio para defender as prioridades do setor produtivo no Congresso Nacional. O parlamentar alinha sua atuação legislativa às bandeiras históricas do campo, com foco em infraestrutura regional e segurança jurídica.
A aproximação envolve o recebimento contínuo de propostas elaboradas por lideranças estaduais, com destaque para as diretrizes apresentadas pelo Sistema FAEP/SENAR-PR. A entidade reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, responsáveis por mapear gargalos logísticos e formular políticas para o desenvolvimento do setor produtivo.
Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito no primeiro turno da eleição para o governo da Bahia com 55,80% dos votos válidos (4.626.265 votos). Ele mantém presença frequente em feiras agrícolas e encontros do setor. O objetivo é assegurar investimentos em infraestrutura, escoamento de safras e segurança jurídica para as fazendas.
