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Hortaliças e frutas ficam mais baratas no mercado atacado

Boletim da Conab aponta quedas acima de 10% para hortaliças; reduções ajudam a conter a inflação no Brasil

2 min

22/09/2026 16:21 • Atualizado há 2 horas

Hortaliças e frutas ficam mais baratas no mercado atacado

Os preços da batata nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) registraram queda de 11,6% na média ponderada em agosto, encerrando o mês a R$ 2,63 o quilo. O recuo de 9º Boletim Hortigranjeiro, divulgado nesta terça-feira (22), também abrangeu cebola e alface, com reduções de 13,8% e 14,8%, respectivamente.

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A desvalorização da batata nos últimos dois meses decorre do aumento da oferta no mercado, após uma sequência de altas iniciada em fevereiro. As maiores quedas expressivas no tubérculo ocorreram em Rio Branco/AC (-46,35%), São José/SC (-25,66%), Curitiba/PR (-22,83%) e Rio de Janeiro/RJ (-20,33%). Apesar do alívio mensal, os patamares de preços ainda superam os registrados no mesmo período de 2025.

Comportamento das hortaliças e frutas no mercado

A cebola ficou mais barata em nove das dez Ceasas analisadas, com quedas de destaque em Recife/PE (-25,45%), Rio de Janeiro/RJ (-18,21%) e Curitiba/PR (-17,32%). A oferta permaneceu estável, impulsionada pelas remessas de Minas Gerais e São Paulo. Já a alface teve baixa em seis centrais, variando de -31,22% no Rio de Janeiro a um aumento de 15,45% em Recife.

A cenoura manteve estabilidade com leve alta de 0,88%, enquanto o tomate subiu 18,13% na média ponderada devido à menor oferta e ao fim do pico da safra de inverno.

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No setor de frutas, a comercialização cresceu 4,5%. O mamão recuou 10,9% com o aumento do envio de variedades do sul baiano e norte capixaba. A melancia caiu 3,24% com forte oferta de Goiás e Tocantins, e a laranja registrou baixa de 0,95%. Em contrapartida, a maçã subiu 2,72% e a banana avançou 4,32% na média mensal.

As exportações de frutas e hortaliças alcançaram 789 mil toneladas entre janeiro e agosto de 2026, alta de 10,6% frente a 2025. O faturamento somou US$ 1,01 bilhão, superando em 20% o volume financeiro do mesmo período do ano passado.

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