Mais países suspendem importação de frango do Brasil após foco de Newcastle
Arábia Saudita, Malásia, China e México impõem restrições; governo brasileiro abre diálogo
A Arábia Saudita e a Malásia suspenderam as importações de carne de frango do Brasil após a identificação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. A decisão do governo saudita atinge diretamente os produtos com origem em território catarinense, modelo de restrição também adotado por parceiros comerciais relevantes como China e Chile.
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Ao mesmo tempo, governos como os do México e da própria Malásia determinaram um embargo total e imediato às cargas avícolas provenientes de qualquer região produtora do país.
O bloqueio comercial gera impacto direto na cadeia do agronegócio de Santa Catarina, que ocupa o posto de segundo maior polo exportador avícola do território nacional e responde por quase 25% de todos os embarques brasileiros enviados ao exterior.
Para conter a crise e evitar novos fechamentos de fronteiras, o Ministério da Agricultura abre negociações diplomáticas e técnicas com os parceiros internacionais.
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O objetivo central das autoridades brasileiras é apresentar relatórios técnicos que comprovam a solidez dos protocolos sanitários aplicados no país e garantir a retomada imediata das vendas externas, enfatizando que o consumo de produtos de origem avícola permanece totalmente seguro para a população global.
Monitoramento sanitário e resposta do setor produtivo
A velocidade da resposta do governo brasileiro é determinante para evitar que o embargo localizado contamine a balança comercial do agronegócio em larga escala. O episódio mobiliza as principais lideranças da cadeia produtiva de proteína animal em Brasília e nos estados do Sul para conter ruídos diplomáticos.
No Paraná, estado líder na produção e no envio da proteína animal ao mercado externo, a vigilância sanitária ganha reforço preventivo. Com um plantel estimado em cerca de 600 milhões de aves comerciais, os órgãos locais de defesa agropecuária intensificam as vistorias nas propriedades rurais e ampliam o cerco sobre o transporte de animais vivos pelas rodovias que cortam as divisas estaduais.
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O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirma que o risco de disseminação da doença é nulo dentro do circuito comercial.
O dirigente explica que os exames laboratoriais detectaram apenas traços residuais de material genético viral e que todos os animais envolvidos na ocorrência foram abatidos de forma preventiva, em total cumprimento aos manuais e às exigências dos órgãos reguladores internacionais de saúde animal.
