Mamão, melão e manga lideram exportações de frutas brasileiras
O Brasil consolida a inserção da fruticultura no mercado internacional. Das nove frutas analisadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia

Reprodução/Agro+
O Brasil consolida a inserção da fruticultura no mercado internacional. Das nove frutas analisadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), sete ampliaram a participação nas exportações mundiais entre os anos 2016 e 2024.
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Mamão, melão e manga mantêm a liderança no índice de Vantagem Comparativa Revelada (VCR). O indicador compara o peso de cada cultura nos embarques brasileiros com o volume movimentado no comércio global.
O levantamento, divulgado pela revista Hortifruti Brasil nesta quinta-feira (15), mostra que a especialização exportadora avança no campo brasileiro. A pesquisa utiliza dados oficiais da Faostat e do Comex Stat para mapear o setor.
Avanço das frutas brasileiras no exterior
Além dos três líderes, os pesquisadores mostram que limões e limas, melancia, uva e abacate ganharam terreno nos envios externos. O resultado reflete a capacidade técnica de atender aos padrões de qualidade dos compradores.
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O abacate exemplifica esse salto recente nas remessas brasileiras. O faturamento com as exportações da fruta passou de US$ 6,8 milhões em 2016 para US$ 36,2 milhões em 2024.
O crescimento do abacate tem como motor a variedade hass, voltada ao consumo internacional. A consolidação da cultura exige escala de produção, produtividade elevada e conservação adequada no transporte para evitar perdas pós-colheita.
A adoção de variedades certas e a regularidade nas entregas abrem espaço em períodos de menor oferta de produtores concorrentes.
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Mercado doméstico absorve banana e maçã
Na contramão da expansão externa, banana e maçã registram menor especialização exportadora no levantamento. A explicação está na alta demanda nacional, já que as duas frutas concentram as forças no abastecimento doméstico.
No cenário externo, os produtores dessas culturas enfrentam custos elevados de frete, barreiras logísticas e forte concorrência de fornecedores tradicionais. A prioridade pelo mercado interno, portanto, reduz a presença dos produtos nos portos.
