México, Malásia e China suspendem frango do Brasil após foco de Newcastle
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirma a suspensão das importações de carne e produtos avícolas brasileiros por México, Malásia, China, Arábia

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirma a suspensão das importações de carne e produtos avícolas brasileiros por México, Malásia, China, Arábia Saudita e Chile. A decisão dos parceiros comerciais surge após a notificação oficial de um foco da Doença de Newcastle em Nova Itaberaba, no Estado de Santa Catarina.
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A Doença de Newcastle é uma infecção viral altamente transmissível entre aves de criação e espécies silvestres. O vírus gera manifestações clínicas respiratórias e neurológicas nos plantéis avícolas. As autoridades técnicas reforçam, todavia, que a infecção não representa risco para a saúde da população nem altera a segurança do consumo da carne de aves inspecionada.
Países dividem regras de embargo entre o Brasil e o Estado catarinense
As restrições alfandegárias aplicadas pelo mercado externo dividem-se em dois tipos de exigência de quarentena. México e Malásia estabeleceram bloqueio integral contra as cargas procedentes de todo o território brasileiro. O governo mexicano estendeu o veto sanitário para aves vivas, ovos férteis e pintos de um dia, enquanto a Malásia suspendeu miúdos e derivados da avicultura.
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Por outro lado, parceiros estratégicos optaram pelo critério da regionalização sanitária. Esse modelo reconhece a blindagem epidemiológica do território e restringe apenas as remessas oriundas da unidade da Federação onde ocorreu o caso.
A China e a Arábia Saudita adotaram essa conduta, suspendendo a aquisição de derivados e carnes de aves que tenham origem unicamente em frigoríficos catarinenses. O Chile determinou embargo semelhante contra o Estado, abarcando aves ornamentais, carne, pintos de um dia e ovos férteis.
Ministério negocia fluxo comercial e impacto na agroindústria
Santa Catarina desponta entre os principais polos de produção e processamento de proteína animal da agropecuária nacional. A interrupção pontual das compras externas força as agroindústrias locais a remanejar estoques e a rever o cronograma de escoamento logístico. As cargas que já se encontravam nos navios no momento da notificação oficial dependem de diretrizes técnicas das nações compradoras.
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O Ministério da Agricultura intensifica o diálogo bilateral com as embaixadas e autoridades veterinárias dos parceiros importadores. Os técnicos da pasta mantêm vigilância ativa num raio alargado em redor do aviário de Nova Itaberaba para impedir qualquer disseminação do agente patogénico. As informações detalhadas sobre a contenção do vírus são repassadas a todo o momento para obter o restabelecimento célere do comércio avícola global.
