Parlamento Europeu adia lei antidesmatamento por mais um ano
Considerada medida inevitável, decisão também passará por consulta final entre o Parlamento Europeu e os Estados-membros antes da adoção definitiva

A lei antidesmatamento europeia foi adiada por mais um ano nesta quarta-feira (26) pelo Parlamento Europeu. A regra, que proíbe a importação de produtos ligados ao desmatamento ilegal, deveria entrar em vigor a partir de agora, mas foi adiada, em uma votação marcada pela aliança entre a direita e a extrema direita. O adiamento, considerado uma medida inevitável, foi aprovado por 402 votos a 250, com o respaldo da extrema direita e da direita. O grupo centrista Renew ficou dividido, e a esquerda se opôs à medida.
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Os deputados também aprovaram uma cláusula de revisão, prevista para abril de 2026, a fim de que a lei antidesmatamento seja novamente analisada antes de sua entrada em vigor. A decisão passará por uma consulta final entre o Parlamento Europeu e os Estados-membros antes da adoção definitiva, mas é considerada inevitável.
Adotado em 2023, o texto visa proibir a importação, para a União Europeia, de uma série de produtos (cacau, café, soja, óleo de palma, madeira etc.) quando provenientes de áreas desmatadas após 2020.
No ano passado, o parlamento europeu já havia adiado a lei antidesmatamento em um ano, para dezembro de 2025 e enfretou forte oposição de setores do agronegócio de várias partes, como a America do Sul, Ásia e África, sob argumentos de que a lei poderia conflitar com legislações locais e penalizar principalmente pequenos agricultores. A nova lei determina que as empresas importadoras terão de comprovar que os produtos não são provenientes de áreas desmatadas recentemente, usando dados de geolocalização fornecidos pelos produtores e imagens de satélite.
