Preço do algodão reage no Brasil e supera R$ 3,60 por libra-peso
Período de entressafra e alta nos custos logísticos, impulsionados pelo diesel, mantêm vendedores firmes nos preços pedidos, aponta Cepea

Os preços do algodão em pluma apresentaram reação no mercado brasileiro nos últimos dias, ultrapassando o patamar de R$ 3,60 por libra-peso (lp) nesta quarta-feira (18). O movimento encerra um período de estabilidade que vinha desde outubro de 2025, quando as cotações operavam em um intervalo estreito, entre R$ 3,40/lp e R$ 3,50/lp.
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Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o impulso para a valorização veio de uma combinação de fatores externos e internos. No cenário internacional, a pluma registrou altas recentes que refletiram diretamente no Brasil.
Entenda a alta nos custos
Internamente, o setor enfrenta o período de entressafra — intervalo entre o fim de uma colheita e o início da próxima, quando a oferta do produto costuma ser menor no mercado. Somado a isso, houve um aumento significativo nos custos logísticos, especialmente devido à alta no preço do óleo diesel, essencial para o transporte da produção.
Esses fatores têm encorajado os vendedores a manterem uma postura firme nas negociações, sustentando os valores pedidos pela pluma. Na outra ponta, o Cepea avalia que parte dos compradores demonstra disposição para pagar mais por novos lotes no mercado spot, onde a liquidação das mercadorias ocorre de forma imediata.
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Contratos a termo e mercado spot
Apesar da disposição de alguns agentes em adquirir novos lotes, outra parcela da indústria permanece focada no cumprimento de contratos a termo — acordos de compra e venda para entrega futura com preços fixados antecipadamente. Essas empresas mantêm o foco na entrega da matéria-prima já negociada e acompanham de perto o desempenho das vendas de produtos manufaturados.
A variação positiva nos preços traz alívio para a margem do produtor rural, que vinha lidando com cotações estagnadas há quase seis meses. No entanto, o custo do frete continua sendo o principal desafio para o escoamento da safra atual e para o planejamento da próxima temporada no campo.
