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Agro

Produção de sorgo no Brasil deve crescer 24,9% na safra 2025/2026

Estimativa da Conab aponta colheita de 7,62 milhões de toneladas do grão, impulsionada por alta resistência ao clima e versatilidade

3 min

05/08/2026 16:22 • Atualizado há 80 dias

Produção de sorgo no Brasil deve crescer 24,9% na safra 2025/2026

A produção de sorgo no Brasil deve atingir 7,62 milhões de toneladas na safra 2025/2026, projeta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um aumento de 24,9% em relação à temporada anterior, impulsionado pelo avanço da cultura no campo e por suas diversas aplicações industriais.

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Goiás se consolida como o maior estado produtor do cereal no país, sendo responsável por 33% do total nacional, com a marca de 1,7 milhão de toneladas. Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul aparecem na sequência do ranking produtivo.

Originário da África e da Ásia, o grão ocupa a quinta posição entre os cereais mais cultivados no planeta. Embora soja e milho dominem o cenário nacional, o plantio ganha espaço constante no planejamento agrícola brasileiro, principalmente durante o período da entressafra — intervalo entre a colheita principal e o novo cultivo.

Para especialistas do setor, o cereal deixou de ser uma alternativa secundária para se tornar estratégico nas lavouras. A capacidade de suportar o estresse hídrico, ou seja, longos períodos de seca, reforça essa mudança de patamar da cultura.

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Segundo Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos, nutrição e tecnologia de aplicação, a resistência climática e a diversidade de uso transformaram a cultura em um pilar relevante para o produtor rural.

A principal destinação do grão em solo nacional continua sendo a fabricação de rações para aves ornamentais, suínos e bovinos. A nutrição animal se beneficia da estabilidade de oferta do insumo, sobretudo durante crises de estiagem.

Schiavo avalia que o cereal oferece qualidade nutricional à pecuária e reduz os impactos econômicos causados pela seca na cadeia produtiva do agronegócio. Além do setor pecuário, o plantio ganha força no mercado de energia limpa. Variedades conhecidas como sorgo sacarino são direcionadas para a produção de etanol.

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O processamento da planta também gera biomassa — massa de matéria orgânica vegetal utilizada na geração de bioenergia. A queima do material em caldeiras produz eletricidade e calor, fortalecendo a matriz sustentável do país.

Na indústria de alimentos, o grão avança como opção para dietas especiais por ser naturalmente livre de glúten. O insumo é utilizado na fabricação de farinhas, flocos, cereais matinais, massas, biscoitos, barras de cereais e bebidas como cervejas e destilados. Outra aplicação tradicional ocorre na confecção do chamado sorgo-vassoura. Essa variedade possui fibras longas e de alta resistência empregadas na fabricação de vassouras artesanais e industriais.

No manejo agrícola, a cultura funciona como cobertura vegetal e participa do sistema de rotação de culturas, prática que alterna diferentes espécies em uma mesma área para conservar o solo. A cobertura reduz a erosão, preserva a umidade da terra e melhora as condições agronômicas para o cultivo subsequente.

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Schiavo ressalta que o manejo nutricional correto e a aplicação adequada de fertilizantes fornecem os nutrientes essenciais para garantir o crescimento saudável, a produtividade e a segurança da lavoura em condições climáticas adversas.

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