Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
06horas
:
05min
:
28seg
Agro

Uso de milho para produzir etanol no Brasil cresce 32%

Cereal ajudou o setor energético a driblar a queda na safra de cana-de-açúcar

3 min

29/01/2025 09:46 • Atualizado há 633 dias

Uso de milho para produzir etanol no Brasil cresce 32%

Para driblar a queda na safra de cana-de-açúcar registrada em 2024, as usinas de etanol lançaram mão do milho para produzir etanol. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a fabricação do biocombustível a partir do milho aumentou 32,8% no ano passado, enquanto o etanol produzido com a cana caiu 1,8%. De acordo com a instituição, 2024 foi o ano que o Brasil mais produziu etanol na história.

Continua depois da publicidade

A produção do biocombustível em 2024 totalizou 36,83 bilhões de litros, um volume que fica 4,4% acima do registrado em 2023. Desse total, 7,7 bilhões de litros de etanol foram fabricados com milho, um aumento de 32,8% em relação ao ano anterior. Os indicadores consolidam o Brasil como o segundo maior produtor do mundo no ranking liderado pelos Estados Unidos.

Neste ano, até a primeira quinzena de janeiro, 19,5% do etanol fabricado no país teve o milho como base, e a previsão é que essa participação suba para 23% a 24% até o fim da safra, em março. No mesmo período, a moagem de cana caiu 4,85%, totalizando 613,998 milhões de toneladas.

Luciano Rodrigues, diretor de inteligência setorial da Unica, explica que o uso do milho complementa a produção de cana-de-açúcar, permitindo a fabricação ao longo de todo o ano. Os subprodutos da produção, que são os DDG (grãos secos de destilaria), são destinados ao uso na agroindústria de rações.

Continua depois da publicidade

Consumo de etanol no Brasil

De acordo com a Unica, em 2024, a paridade de preços do etanol hidratado em relação à gasolina C foi de 65,3%, a melhor competitividade registrada desde 2010. O consumo de combustíveis no Brasil atingiu 59,3 bilhões de litros pela frota de veículos leves (ciclo Otto), com destaque para o aumento de 5,4 bilhões de litros no consumo de etanol hidratado no País.

“Diante dos desafios no combate à mudança do clima, o etanol se apresenta como uma das soluções tecnológicas para uma mobilidade sustentável. Podendo ser usado puro, ou seja, o etanol hidratado, ou misturado à gasolina – etanol anidro –, o seu uso contribui de forma significativa para a redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa e traz economia aos consumidores no abastecimento”, diz Evandro Gussi, presidente da Unica.

De acordo com ele, o ano também foi um marco para o setor com a aprovação e respectiva sanção de leis que refletem o novo momento do setor bioenergético brasileiro, entre elas o Combustível do Futuro, o Mover, o Paten, a reforma tributária e o aperfeiçoamento do RenovaBio. “São passos muito importantes do Congresso e do Governo Federal rumo à mobilidade sustentável e à economia de baixo carbono”, destaca Gussi.