Paraná concentra 85% da produção de seda do Brasil e amplia tecnologia no campo
O Paraná responde por cerca de 85% da produção nacional de casulos do bicho-da-seda e concentra o principal polo de sericicultura do país, especialmente na

O Paraná responde por cerca de 85% da produção nacional de casulos do bicho-da-seda e concentra o principal polo de sericicultura do país, especialmente na região Norte do estado, conhecida como Vale da Seda.
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A atividade é desenvolvida principalmente pela agricultura familiar e abastece a indústria têxtil com fios destinados também ao mercado internacional.
Segundo o Governo do Paraná, a produção paranaense utiliza manejo orgânico e é reconhecida pela qualidade do fio produzido no estado.
Londrina abriga fábrica de fio de seda
Em Londrina funciona a Fiação de Seda Bratac, apontada pelo Governo do Estado como a única fábrica de fio de seda em escala industrial do Ocidente.
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A unidade também é destacada pela certificação orgânica têxtil.
O ciclo de criação do bicho-da-seda dura aproximadamente 28 dias. Durante esse período, as lagartas se alimentam de folhas de amoreira antes de produzir os casulos.
Cada casulo pode render até mil metros de fio.
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No processo industrial, os casulos são classificados conforme a qualidade. As sobras dos primeiros fios produzidos, conhecidas como anafaia, também são aproveitadas na produção de tecidos para decoração.
Calor e agrotóxicos preocupam produtores
Apesar da liderança nacional, o setor enfrenta desafios.
Segundo o Governo do Paraná, oscilações climáticas e o risco de deriva de agrotóxicos contribuíram para a redução do número de famílias produtoras nas últimas décadas.
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A preocupação aumenta diante da possibilidade de temperaturas mais elevadas sob influência do El Niño.
Para tentar reduzir os impactos, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e o IDR-Paraná estão implantando Unidades de Referência Tecnológica nas regiões Noroeste, Centro-Sul e Norte Pioneiro.
Barracões terão controle de temperatura
As unidades contam com sistemas de irrigação das amoreiras, estações de monitoramento climático e climatização dos barracões utilizados na criação.
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A temperatura considerada adequada para os bichos-da-seda fica entre 22°C e 26°C.
O objetivo é reduzir perdas provocadas pelo calor e manter a qualidade dos casulos e do fio produzido.
Plano prevê desenvolvimento por dez anos
O setor também trabalha em um plano de desenvolvimento para os próximos dez anos.
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A iniciativa reúne pesquisa pública e privada, extensão rural, universidades, indústrias e associações ligadas à cadeia produtiva.
Segundo o Governo do Estado, a meta é ampliar a produtividade, aumentar a renda das famílias produtoras e tornar a atividade mais resistente às mudanças climáticas.
