Pecuaristas brasileiros investem em fazendas tecnológicas na Bolívia
Antônio Cabrera, colunista da BandNews TV, fala sobre a modernização do agro boliviano com investimento brasileiros

O setor agropecuário da Bolívia passa por um processo de modernização impulsionado pela presença de agricultores e pecuaristas brasileiros, que migraram para o país vizinho com tecnologias e experiências do campo. A avaliação foi feita pelo ex-ministro da Agricultura e colunista da BandNews TV, Antonio Cabrera. De uma propriedade rural localizada em San Ignacio, Cabrera conta sobre o movimento e a modernização da pecuária boliviana.
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Durante a visita à fazenda Las Mercedes, localizada perto de Santa Cruz de la Sierra, Cabrera destacou o desempenho da propriedade, pertencente a um brasileiro premiado nacionalmente pela raça Nelore em Uberaba (MG). Ele classificou o local como altamente tecnificado e ressaltou que a chegada de produtores do Brasil provocou uma verdadeira revolução na agricultura e na pecuária da região.
Revolução agrícola no departamento de Santa Cruz
O departamento de Santa Cruz concentra grande parte da expressão econômica do setor no país vizinho. De acordo com Cabrera, a região responde por mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) boliviano, além de concentrar 97% da produção de soja e mais da metade da produção de milho da Bolívia. No total, quase 70% de todos os grãos cultivados no território boliviano vêm dessa área.
Além dos brasileiros, outros grupos estrangeiros como japoneses e americanos participam do desenvolvimento produtivo local. No entanto, o colunista enfatizou que os produtores do Brasil introduziram práticas fundamentais, como o sistema de plantio direto, o cultivo de segunda safra e a utilização de sementes modernas.
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Preocupação com o embargo da União Europeia
Antonio Cabrera também falou sobre a decisão da União Europeia em vetar as exportações brasileiras de carnes ao bloco, válida a partir desta quinta-feira (3). Para ele, a exclusão do país da lista de nações habilitadas a exportar para o bloco europeu representa um cenário grave para a economia nacional.
Ele lembrou que o Brasil e concorrentes receberam notificações em 2020 sobre as exigências sanitárias do bloco, mas o país não concluiu as adequações necessárias até o prazo limite, ficando de fora das permissões a partir de setembro de 2026. Cabrera criticou o fato de que nações com menor tradição pecuária conseguiram atender aos requisitos, enquanto o maior exportador global de carne ficou impedido de negociar com o mercado europeu, que é reconhecido por pagar preços elevados pelos produtos brasileiros.
