Preço da cesta básica cai em 25 capitais com recuo no café e tomate
Pesquisa do Dieese aponta alívio no bolso das famílias em razão da menor procura

O custo da cesta básica caiu em 25 das 27 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em agosto. A deflação de itens fundamentais na mesa dos brasileiros garantiu alívio direto ao orçamento doméstico, provocada pela retração no consumo das famílias e pela necessidade de ajuste comercial por parte dos fornecedores.
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A diminuição generalizada dos valores foi puxada por alimentos tradicionais da rotina nacional. O café em pó apresentou recuo de preço em 23 capitais, enquanto o tomate registrou queda em 22 cidades analisadas no período.
O feijão, outro alimento crucial na nutrição e nas despesas do trabalhador, teve redução em 20 capitais. O movimento de baixa alcançou quase todas as regiões brasileiras, com impacto relevante nos centros urbanos do Norte e do Nordeste.
A capital do Acre, Rio Branco, registrou a retração mais expressiva em todo o levantamento nacional. Logo em seguida, os recuos mais acentuados nos custos dos alimentos básicos ocorreram em Manaus, Maceió e São Luís.
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A explicação central para a desaceleração nos preços está ligada ao comportamento do consumo. Com o orçamento doméstico apertado pela inflação acumulada ao longo dos meses, os consumidores diminuíram o volume de compras nos supermercados e feiras livres.
Diante do ritmo mais fraco nas vendas, produtores rurais, distribuidores e varejistas foram forçados a reduzir suas margens e baixar os preços para estimular o mercado. Na dinâmica de abastecimento do setor agropecuário, o descompasso entre oferta e procura exige cortes rápidos para manter o fluxo das mercadorias.
No caso do tomate e de outros hortifrutigranjeiros, a alta perecibilidade impede que a mercadoria fique estocada, o que intensifica os descontos no atacado e no varejo. Já no café e no feijão, a oferta interna encontrou barreiras na capacidade de compra da população.
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Para as famílias, o alívio nas gôndolas representa fôlego imediato no orçamento mensal. A economia gerada nas compras de alimentos permite recompor despesas prioritárias e destinar pequenas parcelas do salário ao lazer e ao bem-estar.
Apesar do cenário favorável no curto prazo, analistas do setor alertam que o momento exige disciplina e planejamento. A orientação é evitar aumentos repentinos nos gastos domésticos impulsionados apenas pela sensação momentânea de preços mais em conta.
A cautela tem fundamentação econômica: se a população voltar a consumir de forma acelerada, a elevação súbita da procura estimula produtores e comerciantes a reajustar valores para cima, revertendo a trajetória de deflação.
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Estratégias tradicionais de economia doméstica continuam indispensáveis para prolongar o rendimento dos recursos. Recomenda-se pesquisar entre diferentes redes varejistas, substituir marcas consolidadas por opções similares mais acessíveis e postergar aquisições desnecessárias.
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