Preço do limão cai em SP após disparada no início do mês
O preço do limão tahiti recua no interior de São Paulo após semanas de forte pressão. A maior disponibilidade da fruta nas roças ajuda a derrubar os valores

O preço do limão tahiti recua no interior de São Paulo após semanas de forte pressão. A maior disponibilidade da fruta nas roças ajuda a derrubar os valores cobrados no atacado, segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgado nesta sexta-feira (25).
Continua depois da publicidade
A queda ocorre logo após o mercado registrar as cotações mais altas de 2026 durante a abertura de setembro. A virada na tendência decorre do ritmo acelerado de trabalho nos pomares.
No início do mês, o cenário era de aperto financeiro para o consumidor e aperto operacional para o distribuidor. A oferta restrita provocou alta nos preços finais. Segundo pesquisadores do Cepea ouvidos pelo setor, a valorização inicial teve relação direta com a falta de produto no campo. A procura permanecia elevada nas centrais de distribuição, o que desequilibrou as negociações.
Além da colheita reduzida, o tamanho das frutas prejudicava as vendas. Nos primeiros dias de setembro, predominavam frutas miúdas, com diâmetro entre 40 e 45 milímetros. Frutas com essas dimensões costumam ter menor aceitação no comércio de mesa.
Continua depois da publicidade
O tempo chuvoso também atrapalhou o trabalho dos produtores nas semanas anteriores. Com barro nos carreadores e dificuldades de trânsito nas lavouras, as equipes de corte atrasaram o envio de cargas aos entrepostos comerciais.
Chuva acelera colheita e reduz custo da fruta
A situação começou a mudar com a continuidade das precipitações no interior paulista. Em vez de apenas travar os caminhões, a umidade constante favoreceu o desenvolvimento biológico das árvores.
Os frutos ganharam peso e diâmetro em pouco tempo. Aqueles pomares que antes retinham limões abaixo do tamanho comercial conseguiram avançar para o padrão de corte.
Continua depois da publicidade
Com a fruta pronta, os produtores rurais correram para acelerar a apanha nos pomares. A concentração da safra em um curto intervalo encheu os caminhões rumo aos entrepostos.
Com mais produto disponível nos boxes atacadistas da capital e do interior, os preços recuam de maneira natural. A lei da oferta e da procura volta a trabalhar a favor do bolso das famílias.
