Preços do milho seguem firmes no Brasil e EUA com incertezas geopolíticas
Cereal valoriza impulsionado por demanda aquecida e alta do petróleo, mas custos de insumos e insegurança logística travam negócios no mercado interno

As cotações do milho mantêm uma tendência de firmeza tanto no mercado brasileiro quanto no cenário internacional. No Brasil, a liquidez é limitada pelo foco dos produtores rurais nas atividades de campo, enquanto compradores buscam recompor estoques diante de uma demanda que segue aquecida.
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Apesar desse interesse, o volume de negócios permanece restrito. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que incertezas geopolíticas e inseguranças com a logística nacional — especialmente o risco de paralisações no transporte de cargas — têm deixado os agentes do setor em posição retraída.
Fatores de alta no exterior
No mercado externo, os valores do cereal subiram impulsionados pela forte demanda vinda dos Estados Unidos e pela valorização do petróleo. A alta do óleo bruto melhora a competitividade do etanol norte-americano, que é produzido majoritariamente a partir do milho, elevando a procura pela commodity.
Obstáculos e custos de produção
Por outro lado, as altas no exterior encontraram barreiras nas preocupações sobre a área a ser semeada nos Estados Unidos. O atual conflito entre Estados Unidos e Irã elevou os custos de insumos essenciais, como fertilizantes e combustíveis. Segundo o Cepea, esse encarecimento produtivo pode prejudicar a oferta final de milho.
