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Primavera 2026 deve ser chuvosa nas regiões Sul e Sudeste

Instituto Nacional de Meteorologia (InMet) aponta que setembro deve ter chuvas acima da média

4 min

01/09/2026 15:21 • Atualizado há 14 horas

Primavera 2026 deve ser chuvosa nas regiões Sul e Sudeste

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou a previsão climática para setembro de 2026, indicando predomínio de chuvas acima da média histórica em áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Sul e parte da região Norte do Brasil. Por outro lado, volumes abaixo do normal são esperados em setores do Nordeste e em partes do Norte.

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A Primavera 2026 começa no próximo dia 22 de setembro no Hemisfério Sul. O período coincide com o início do plantio da safra 2026/2027.

Previsão de chuvas e temperaturas por região

Na Região Norte, a previsão aponta acumulados abaixo da média, especialmente em Roraima, Amazonas e Pará, enquanto chuvas próximas ou acima da média são esperadas em Rondônia, oeste do Acre, Amapá e áreas do norte e sudoeste amazonense e noroeste paraense. Na Região Nordeste, os volumes devem ficar dentro da faixa normal, com chuvas acima da média no sul do Piauí, sudoeste do Maranhão e oeste e sudeste da Bahia, e precipitações abaixo do normal na faixa leste que abrange o Rio Grande do Norte, Paraíba, nordeste da Bahia, Sergipe e Alagoas.

Para a Região Centro-Oeste, o prognóstico indica chuvas dentro da média histórica, com volumes acima da média concentrados no centro-norte e sudeste de Mato Grosso, sul, sudoeste e sudeste de Goiás, e em grande parte de Mato Grosso do Sul. Na Região Sudeste, a tendência é de acumulados acima da média histórica em praticamente toda a região, com exceção do extremo norte de Minas Gerais. Na Região Sul, o prognóstico aponta chuvas acima da média na maior parte do Rio Grande do Sul e leste de Santa Catarina.

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Quanto às temperaturas, o Inmet prevê marcas acima da média em grande parte do país, com desvios positivos entre 1°C e 2°C nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Na Região Sudeste, os maiores desvios de até 1,5°C são esperados em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, enquanto em São Paulo a faixa leste deve registrar desvios de até 1°C e as demais áreas, temperaturas dentro da média climatológica. Na Região Sul, as temperaturas devem ficar dentro da média na maior parte dos estados, com desvios de até 0,6°C no leste do Paraná.

Impactos nas lavouras e na produção agrícola

Na Região Norte, o cenário de chuvas abaixo da média e temperaturas mais elevadas poderá intensificar a demanda evaporativa da atmosfera e reduzir a disponibilidade hídrica do solo, elevando o risco de déficit hídrico para as lavouras em desenvolvimento. Para o milho de terceira safra em Roraima, a restrição poderá acelerar o ciclo das plantas e reduzir o peso final dos grãos, embora o tempo seco favoreça a maturação, a colheita e a secagem da soja no estado.

Na Região Nordeste, a combinação de chuvas escassas e calor poderá impactar o enchimento de grãos do milho de terceira safra em áreas de Pernambuco, Alagoas e Bahia, além de comprometer a germinação do feijão de primeira safra no Agreste pernambucano e elevar a demanda por irrigação nos vales dos rios São Francisco e Jaguaribe. Na Região Centro-Oeste, as operações de colheita deverão ocorrer sob condições favoráveis, embora chuvas acima da média possam restringir os trabalhos em lavouras de algodão, sorgo e milho segunda safra.

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Na Região Sudeste, o tempo seco e as temperaturas elevadas favorecem a conclusão da colheita do milho e do algodão de segunda safra, enquanto a previsão de chuvas acima da média em São Paulo cria condições adequadas para o início da semeadura da soja e o armazenamento de água no solo. Para a cafeicultura e a citricultura no Sudeste, o regime de chuvas previsto tende a favorecer a reposição da umidade do solo e a floração, embora precipitações isoladas ou excessivas possam exigir atenção redobrada dos produtores contra a desuniformidade dos frutos e doenças fitossanitárias. Na Região Sul, o cenário de umidade elevada favorece o desenvolvimento das pastagens, mas requer monitoramento fitossanitário rigoroso em culturas de inverno, como o trigo e a aveia, devido ao risco de doenças fúngicas.

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