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Produção agropecuária na Grande São Paulo ultrapassam R$ 1 bilhão

Quando se fala em agropecuária paulista, o pensamento comum costuma se voltar imediatamente para o interior do Estado. No entanto, duas das regiões mais

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06/11/2026 07:00 • Atualizado há 1 hora

Produção agropecuária na Grande São Paulo ultrapassam R$ 1 bilhão

Matheus Bertelli/Pexels

Quando se fala em agropecuária paulista, o pensamento comum costuma se voltar imediatamente para o interior do Estado. No entanto, duas das regiões mais urbanizadas — a Região Metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista — comprovaram a força do setor ao somarem R$ 1,08 bilhão em Valor de Produção Agropecuária.

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Mesmo em territórios marcados pela intensa ocupação urbana, a atividade mantém relevância econômica e estratégica, abastecendo diretamente os centros consumidores da capital e do litoral com o menor trajeto possível entre quem planta e quem consome.

Grande São Paulo e o Cinturão Verde

A maior fatia desse montante vem da Região Metropolitana de São Paulo, que registrou R$ 937,43 milhões. O eixo formado por Mogi das Cruzes, Salesópolis e Guararema abriga 5.700 unidades de produção e constitui o tradicional Cinturão Verde, responsável por grande parte das hortaliças que chegam às mesas da capital.

A liderança isolada na região é da alface, que movimentou R$ 281,52 milhões com quase 70 mil toneladas colhidas. Na sequência dos cinco principais produtos da região aparecem:

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  • Caqui: R$ 212,5 milhões
  • Ovo de galinha: R$ 123,3 milhões
  • Repolho
  • Cenoura

Baixada Santista: especialização e força na bananicultura

Se a Grande São Paulo aposta na diversidade de hortaliças e frutas, o perfil da Baixada Santista é marcado pela forte especialização. A Região Administrativa de Santos somou R$ 141,68 milhões em produção, dos quais impressionantes R$ 137,97 milhões vêm exclusivamente da banana — cerca de 97% de tudo o que é produzido na área, com mais de 3,15 milhões de caixas de 21 kg colhidas nas encostas da Serra do Mar.

O cultivo está fortemente presente nas unidades de produção locais, alcançando 82,35% dos estabelecimentos em São Vicente, 80% em Cubatão e Mongaguá, 72,73% em Santos e 70,39% em Peruíbe. Além da bananicultura, a região também cultiva maracujá, mandioca de mesa e batata-doce, produz ovos de galinha e mantém uma atividade expressiva de piscicultura.

Assistência técnica e apoio ao produtor

Por trás desses números está o trabalho contínuo de suporte aos agricultores por meio da rede da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI). Apenas a unidade regional de Mogi das Cruzes realizou 4.549 atendimentos — sendo cerca de 80% voltados à olericultura —, além de prestar assistência a mais de 100 famílias em transição agroecológica e apoiar a aprovação de oito cadeias produtivas locais pelo programa SP Produz, que injetou mais de R$ 1,5 milhão em investimentos.

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Para a diretora da CATI, Fabiana Gouvea, a produção demonstra a pluralidade do setor no Estado:

"O agro paulista não tem um único formato. Ele está no interior, mas também no cinturão verde metropolitano e na encosta da Serra do Mar, com produtores que abastecem milhões de pessoas a poucos quilômetros de distância. Olhar para essas regiões é reconhecer a diversidade que dá força à produção do Estado e garantir que esses agricultores tenham a mesma assistência técnica de quem produz em qualquer outro lugar de São Paulo."

Entre a serra e o mar, em meio a bairros e avenidas, a agropecuária urbana e periurbana prova que o sustento e a segurança alimentar continuam pulsando onde poucos esperam encontrar lavouras.