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Produção de nêspera cai mais de 30% com clima e antecipação de safra

A safra brasileira de nêspera registrou quebra expressiva e não atingiu 70% do volume projetado para a atual temporada. A retração na colheita decorre de

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31/08/2026 14:11 • Atualizado há 1 dia

Produção de nêspera cai mais de 30% com clima e antecipação de safra

A safra brasileira de nêspera registrou quebra expressiva e não atingiu 70% do volume projetado para a atual temporada. A retração na colheita decorre de oscilações climáticas recentes, que provocaram a antecipação precoce do ciclo e concentraram os trabalhos no mesmo período de colheita do caqui.

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Conhecida popularmente como ameixa de inverno, a cultura possui ciclo anual e exige intervenções fitossanitárias em períodos específicos. O manejo correto da frutífera assegura o padrão visual, a doçura e o calibre exigidos pelo mercado distribuidor.

Segundo o produtor rural Ercílio Hoçoya, a coincidência dos calendários agrícolas impossibilitou a execução dos tratos culturais necessários nos pomares. A indisponibilidade de mão de obra para atender simultaneamente às duas culturas fez com que parte substancial das frutas se perdesse diretamente nas árvores.

Em condições de clima estável, o cultivo da nêspera apresenta três floradas consecutivas ao longo do ano. Essa distribuição permite que o agricultor realize uma colheita escalonada entre os meses de agosto e outubro.

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Nesta safra, entretanto, todo o processo produtivo das plantas concentrou-se de maneira atípica no mês de maio. A alteração inviabilizou o planejamento das equipes no campo e reduziu a janela necessária para os tratamentos preventivos contra pragas e doenças.

O agricultor relaciona o adiantamento da safra às variações bruscas de temperatura registradas nas últimas semanas. Dias marcados por calor intenso à tarde e quedas acentuadas nos termômetros durante a noite causaram estresse fisiológico nas plantas, quadro agravado por chuvas fora de época.

Sem a realização do manejo no momento propício, a incidência de pragas comprometeu a qualidade final da produção, inviabilizando a venda dos frutos com maior valor comercial.

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Além da nêspera e do caqui, a propriedade rural mantém áreas destinadas ao cultivo de goiaba e lichia. Para profissionalizar a administração do negócio e mitigar riscos, o produtor recebe há um ano a Assistência Técnica e Gerencial do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

A assessoria técnica estruturou o controle financeiro do sítio por meio do registro contínuo dos custos de produção em planilhas eletrônicas. Com o acompanhamento, o agricultor passou a analisar a rentabilidade individual de cada cultura explorada na fazenda.

Com base nos dados coletados, o produtor decidiu concentrar o trabalho das equipes na lavoura de caqui, que apresentou melhor desempenho produtivo e margens financeiras favoráveis na safra.

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O agricultor Ercílio avalia que o controle orçamentário impede decisões intuitivas no campo. Na visão do produtor, cobrir os custos de uma atividade deficitária utilizando as receitas obtidas com outra cultura fragiliza o caixa e compromete a sustentabilidade da propriedade.

A experiência reforça que a gestão financeira e o monitoramento rigoroso de custos são ferramentas essenciais para manter a competitividade agrícola diante de adversidades climáticas.

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