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Raiva mata sete cavalos em Goiás; funcionários são monitorados

Sete cavalos morreram vítimas de raiva dos herbívoros em uma propriedade rural localizada a cerca de 20 quilômetros de Santa Helena de Goiás, na região

3 min

06/09/2026 08:26 • Atualizado há 47 dias

Raiva mata sete cavalos em Goiás; funcionários são monitorados

Sete cavalos morreram vítimas de raiva dos herbívoros em uma propriedade rural localizada a cerca de 20 quilômetros de Santa Helena de Goiás, na região Sudoeste goiana. O surto foi confirmado após laudo laboratorial emitido a partir de amostras colhidas de um dos animais que foi a óbito, o que mobilizou equipes de sanidade animal e saúde pública em ações imediatas de contenção na área.

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Três trabalhadores rurais da fazenda entraram em protocolo profilático preventivo conduzido pela Secretaria Municipal de Saúde. Eles tiveram contato direto com a saliva dos equinos infectados durante a lida diária e o manejo de alimentação dos animais doentes.

O protocolo preventivo inclui a aplicação de soro e vacina antirrábica humana, medida necessária para impedir que o vírus se instale e avance no sistema nervoso dos trabalhadores. Até o momento, nenhum dos funcionários apresenta sintomas da infecção, mas todos permanecem sob rigorosa observação clínica.

Sintomas neurológicos e transmissão no campo

A raiva dos herbívoros é uma zoonose grave — enfermidade infecciosa que pode passar dos bichos para o ser humano —, de evolução rápida e quase 100% letal. No campo, o vírus circula principalmente por meio da mordedura do morcego hematófago (espécie que se alimenta de sangue animal), com hábitos noturnos de ataque a bovinos e equinos desprotegidos.

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Nos animais infectados em Santa Helena de Goiás, o quadro clínico começou com emagrecimento progressivo e perda de apetite. Em poucos dias, os equinos apresentaram incoordenação motora com andar cambaleante, dificuldade severa para mastigar e engolir, salivação excessiva e paralisia muscular antes da morte.

Especialistas do setor veterinário alertam que os sintomas atacam diretamente o sistema nervoso central dos animais de montaria ou tração. Ao notar qualquer sinal de perda de equilíbrio ou salivação incomum no pasto ou na baia, o produtor rural nunca deve introduzir as mãos na boca ou no focinho do cavalo.

Ações de contenção e orientações ao produtor

Fiscais da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) foram mobilizados para vistoriar a propriedade rural e mapear propriedades vizinhas. O órgão instaurou medidas de vigilância epidemiológica com o objetivo de localizar possíveis colônias de morcegos na região e conter a disseminação da doença.

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Além da vistoria em campo, as autoridades sanitárias reforçam a obrigatoriedade da vacinação antirrábica em cavalos, bois e muares em todo o raio circunvizinho ao foco confirmado. A imunização periódica do rebanho representa a única barreira eficiente contra perdas econômicas e protege a integridade das famílias no campo.

A Secretaria Municipal de Saúde e a Agrodefesa recomendam que criadores locais informem qualquer caso suspeito de forma imediata aos canais de atendimento sanitário. Animais que manifestarem disfunções motoras ou neurológicas não podem ser abatidos para consumo e a destinação das carcaças exige manejo técnico específico.

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