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Agro

Ruibarbo, hortaliça pouco conhecida no Brasil, é usada para produzir pães, geleias e conservas

Fazenda no Rio Grande do Sul é a única a produzir ruibarbo em larga escala

2 min

27/08/2025 15:42 • Atualizado há 423 dias

Ruibarbo, hortaliça pouco conhecida no Brasil, é usada para produzir pães, geleias e conservas

A produção de alimentos derivados de ruibarbo — planta originária do norte da Europa e ainda pouco conhecida no Brasil — leva a agroindústria Fazenda da Cria e o município de São Francisco de Paula a estrearem em dose dupla na Expointer 2025, que ocorre de 30 de agosto a 7 de setembro. A família Martini Muller é responsável pela inovação e se tornou a primeira produtora em larga escala dessa hortaliça no país.

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O cultivo começou de forma experimental há cerca de três anos, quando foram plantados os primeiros pés na área de 32 hectares. Hoje, a propriedade soma 35 mil plantas de ruibarbo, ingrediente versátil que dá origem a uma série de produtos culinários. “Nossa agroindústria oferece pães, cucas, tortas, bolachas, compotas, conservas, geleias, entre outros”, conta Isaura Martini Muller, filha de Sadi e Clarice. Gabriel, filho de Isaura, representa a terceira geração da família e é o responsável legal pela agroindústria.

Além de pioneira, a Fazenda da Cria é atualmente a única produtora de ruibarbo no Brasil. “Entre as geleias à base do caule da planta, destacam-se a chutney, ideal para acompanhar queijos, torradas e carnes, e a tradicional, de sabor doce”, explica Isaura.

Estreia em dose dupla na Expointer

Até o ano passado, São Francisco de Paula, município com mais de 21 mil habitantes, não tinha representante no Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer. “Estive na feira em 2023 e perguntei: cadê o povo de São Chico? Tinha representantes de cidades bem menores, mas ninguém daqui”, recorda Isaura Muller.

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Ela conta que já tinha a intenção de participar da edição anterior, mas acabou ficando de fora devido à enchente e à impossibilidade de concluir a formalização da agroindústria a tempo. Neste ano, quando tudo parecia encaminhado, um novo desafio surgiu. No final de julho, a um mês da feira, um temporal destelhou o prédio da agroindústria onde os produtos são preparados, gerando um prejuízo de mais de R$ 100 mil às vésperas do evento. “Em meio à reconstrução, seguimos produzindo para a Expointer. Apesar de todas as dificuldades, vamos honrar nossa cidade e estrear este ano na feira”, garante Isaura.

Ruibarbo, hortaliça pouco conhecida no Brasil, é usada para produzir pães, geleias e conservas