Símbolo no campo, chapéu movimenta economia no agronegócio
Item essencial no campo movimenta cadeias produtivas da pecuária à indústria e ganha espaço em feiras e arenas do país

O chapéu sertanejo impulsiona o agronegócio brasileiro ao unir proteção para o trabalhador do campo, identidade cultural e alta demanda comercial nas feiras e arenas. Muito além de resguardar o produtor contra sol, chuva e vento, o acessório se consolida como item de estilo pessoal e alavanca a produção em fábricas de várias regiões.
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A confecção do produto mantém ligação direta com as matérias-primas agropecuárias. Enquanto os modelos de feltro aproveitam a lã de ovelhas fornecida por criadores de ovinos, as versões de palha utilizam fibras vegetais de celulose, gerando renda da porteira para dentro e no setor industrial.
Em unidades fabris voltadas ao segmento country, o ritmo de produção chega a 2 mil unidades semanais. A fabricação passa por uma sequência rigorosa de montagem: a prensagem que dá a estrutura básica, a aplicação de goma para assegurar rigidez, centrifugação, secagem em estufa ou ao sol e acabamentos em máquinas de costura.
O ajuste manual nas peças garante o atendimento aos gostos de peões e apreciadores da moda de viola. O modelador de chapéus Bernardo compara a customização das abas e copas ao corte de cabelo, processo no qual o consumidor escolhe curvaturas mais fechadas, abertas, levantadas ou viradas.
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Na avaliação de Thiago, proprietário de confecção, o mercado agropecuário aquecido sustenta o avanço dos pedidos nos últimos anos. Ele relata que, embora peças em tonalidades coloridas ganhem espaço nas vitrines, os modelos clássicos ainda lideram as vendas em todo o território nacional.
A rotina dos eventos dita as escolhas de materiais conforme o clima e o horário. Peão de rodeio com 15 anos de experiência nas arenas, Adenilson relata que as características tropicais do Brasil favorecem a saída do estilo western fabricado em palha durante o dia, enquanto as opções em feltro de lã predominam em apresentações noturnas.
Comerciantes que atuam no segmento confirmam a expansão dos negócios por meio do calendário de exposições agrícolas. O vendedor Evandro, que comercializa o produto desde 1995, afirma que o chapéu é um item totalmente ligado ao agro, cuja comercialização é fortalecida pelas feiras agropecuárias e festas de peão.
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A diversificação dos formatos atende desde as exigências práticas das lidas diárias na fazenda até as tendências contemporâneas da moda sertaneja. Assim, o acessório mantém seu valor simbólico para o homem do campo, gera empregos na indústria e movimenta a economia das cidades que sediam os grandes eventos rurais do Brasil.
