Surto de Doença de Newcastle em SC não ameaça peru no Natal dos brasileiros
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou na última terça-feira (27) o terceiro foco da Doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou na última terça-feira (27) o terceiro foco da Doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Santa Cataria. Os três casos ocorreram em granjas vizinhas, localizadas na região oeste catarinense. Cerca de 30 mil aves foram sacrificadas para evitar a contaminação da doença e conter a disseminação do vírus para as demais propriedades.
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Apesar do volume de abate sanitário, a doença não deve causar falta de peru no Natal dos brasileiros. Conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (Mapa), que representa as agroindústrias de produtos avícolas no Brasil, não há identificação de comprometimento na oferta de perus e outras aves natalinas no mercado brasileiro.
As ocorrências da doença estão restritas à uma zona que está sob rigorosa vigilância sanitária, e grande parte dos produtos destinados às festas de fim de ano já está pronta, garantindo o abastecimento para o Natal.
O Ministério da Agricultura reforça que a Doença de Newcastle é uma questão restrita de sanidade animal e o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece totalmente seguro, sem nenhuma contraindicação para a população.
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Propriedades catarinenses
Santa Catarina tem três focos confirmados da doença em granjas comerciais de perus na região Oeste. Os focos foram identificados em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim.
O primeiro foco, em Nova Itaberaba, resultou no sacrifício e enterro de cerca de 6 mil aves de corte após a confirmação, no dia 18 de outubro. O segundo caso foi identificado em Coronel Freitas, em uma granja com mais de 70 mil perus, onde mais de 30 mil aves de um núcleo positivo passaram por despovoação sanitária, enquanto os demais lotes em idade de abate foram liberados comercialmente.
No terceiro foco, em Nova Erechim, as autoridades sanitárias ainda não divulgaram o quantitativo exato de aves alojadas ou o número preciso de animais abatidos. Todas as propriedades afetadas operam no sistema de integração e fornecem aves para a BRF, que é dona das marcas Sadia e Perdigão.
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Desde o início da operação de defesa sanitária, não há comercialização de aves. O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, Admir Dalla Cort, e a presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, afirmam que entre os dias 20 e 26 de outubro, foram vistoriadas 133 propriedades comerciais e 551 propriedades de subsistência.
A operação na região inclui quatro barreiras sanitárias ativas, com fiscalização e desinfecção de veículos. As equipes também realizam o monitoramento das criações, a coleta de amostras e a orientação aos produtores sobre prevenção e biosseguridade.
Exportações suspensas
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A Doença de Newcastle é uma das enfermidades que determina, automaticamente, a suspensão das exportações de produtos avícolas. A China, que é a maior compradora de produtos avícolas brasileiros bloqueou as compras apenas de Santa Catarina, assim como a Arábia Saudita. Já países como o México, Malásia e Chile anunciaram a suspensão de produtos de todo o Brasil
Nesta quarta-feira (28), o país vizinho Uruguai determinou as suspensões das importações de todo o Brasil e proibiu o trânsito de aves vivas no seu território.
