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André Mendonça define próximos passos do Caso Master em reunião com a PF

Novo relator no STF busca se atualizar sobre o envolvimento de autoridades com foro privilegiado

Por Redação
REDAÇÃO

13/02/2026 • 18:52 • Atualizado em 13/02/2026 • 18:52

André Mendonça foi sorteado como relator após reunião do STF

André Mendonça foi sorteado como relator após reunião do STF

Rosinei Coutinho/STF

Resumo

Nomeação do ministro André Mendonça como novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal ocorreu após encontro técnico com a cúpula da Polícia Federal para acompanhar o andamento das investigações sobre fraudes bilionárias no Banco Master, substituindo o ministro Dias Toffoli, afastado por menções ao seu nome em conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Investigação conduzida pela Polícia Federal envolve duas principais frentes: apuração de fraudes financeiras e contábeis no Banco Master, que podem gerar prejuízos de até R$ 17 bilhões, e análise de material apreendido com Daniel Vorcaro, que cita dezenas de autoridades com foro privilegiado, incluindo parlamentares.

Atuação de Mendonça inclui solicitação de detalhes sobre próximos passos, análise de novos depoimentos e prazos, além da reavaliação de decisões anteriores como o sigilo do processo e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, com expectativa de novas deliberações e envio de relatório adicional pela Polícia Federal.

O novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, se reuniu com a cúpula da Polícia Federal nesta sexta-feira (13) para acompanhar o andamento das investigações. O encontro, definido como "técnico" por fontes da PF, teve como objetivo apresentar ao ministro as linhas de apuração e discutir os próximos passos do inquérito, que investiga um esquema de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o banco.

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Troca de Relatoria no STF

André Mendonça assumiu a relatoria do caso na última quinta-feira (12), após o ministro Dias Toffoli deixar o processo. A saída do ministro ocorreu depois que a Polícia Federal encontrou menções ao nome dele e diálogos diretos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, no celular do empresário. O material levou a PF a pedir a suspeição do então relator ao presidente do STF, Edson Fachin.

A investigação apura se uma empresa da família de Toffoli teria realizado negócios com um fundo de investimentos ligado ao Banco Master. Em nota, os ministros do STF afirmaram que não viram motivos para a suspeição, mas acataram o pedido de Toffoli para se afastar do caso, que foi redistribuído por sorteio.

Linhas de investigação

Na reunião com Mendonça, os delegados apresentaram o que hoje são as duas principais frentes de investigação. A primeira apura as fraudes financeiras e contábeis do Banco Master, que teriam inflado artificialmente o balanço da instituição com "ativos podres", gerando prejuízos que podem chegar a R$ 17 bilhões.

A segunda linha de apuração deriva da análise do material apreendido com Daniel Vorcaro. No celular dele, a PF encontrou menções a dezenas de autoridades com foro privilegiado, incluindo parlamentares, o que pode abrir uma nova frente de investigação.

Futuro da Apuração

Durante o encontro, o ministro André Mendonça buscou detalhes sobre os próximos passos da investigação, incluindo a análise de novos depoimentos e o cumprimento de prazos. A Polícia Federal deve enviar ao ministro nos próximos dias,um novo relatório com mais nomes de autoridades que constavam nos contatos e mensagens de Daniel Vorcaro.

Como novo relator, Mendonça tem o poder de reavaliar todas as decisões tomadas por Dias Toffoli. Isso inclui a manutenção ou a derrubada do sigilo do processo e a revisão do bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens dos investigados, determinado anteriormente. A expectativa é que o ministro decida em breve sobre a continuidade do sigilo e o acesso das equipes de investigação a todo o material apreendido.