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"Fiz um fake e descobri que estava sendo traída, devo perdoar?": leia relato de ouvinte e opine

Confira história do "Quem Ama Não Esquece"

Da redação
DA REDAÇÃO

23/04/2025 • 10:43 • Atualizado em 23/04/2025 • 10:43

Quem Ama Não Esquece

Quem Ama Não Esquece

Freepik

Larissa conheceu o Vinícius e viveu uma relação intensa, cheia deidas e vindas. Ela foi presa, mas ele a acolheu e ajudou a se reerguer. Nesse recomeço, eles decidiriam ter uma filha.

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Desconfiada, a moça criou um perfil fake e descobriu que estava sendo traída. Mesmo assim, ela perdoou Vinícius, pensando que ele era um homem bom, mas, com o tempo, percebeu as humilhações e se vingou na mesma moeda.

Hoje, ela vive dividida entre o homem carinhoso que tem em casa e o desprezo que sente pelas traições e mentiras. Hoje, ela vem ao "Quem Ama Não Esquece" contar a sua história e tentar tomar uma decisão: ficar ou partir?

A grande dúvida

Durante o namoro, eles brigavam muito e viviam se separando. Em uma dessas separações, ela foi presa no Paraguai e passou dois meses na cadeia.

Enquanto isso, mesmo separados, ele a visitava. Ela viu que ele ainda a amava e, então, eles reataram. Casaram-se, tiveram uma filha, mas ela descobriu que estava sendo traída.

Decidiu trair também e, hoje, não sabe se continua com ele ou se põe um fim definitivo à relação.

Essa não é uma história de conto de fadas. É sobre amor, erro, culpa e uma mulher tentando se encontrar no meio do caos que ela mesma ajudou a construir.

Conheci o Vinícius há nove anos, numa balada. Ele era amigo de um amigo, e depois daquela noite a gente simplesmente não se desgrudou mais. Ele era dez anos mais velho e eu, boba, achei que isso não faria diferença. Fez. E muita.

Eu era nova, imatura, só pensava em curtir a vida. Já ele preferia ficar em casa, fazer programas mais tranquilos — uma rotina que eu ainda não sabia viver. Por conta disso, nosso relacionamento era daqueles tipo ioiô.

Terminava, voltava, terminava de novo. Só de cabeça, conto pelo menos umas vinte idas e vindas. E foi numa dessas pausas que tudo desandou de vez.

Eu estava sozinha, carente, sem direção, com a cabeça fraca, e acabei me envolvendo em coisas erradas. Muito erradas mesmo. Já tinha algumas amizades bem duvidosas e me metia com coisas que não devia.

Até que um dia veio uma proposta: atravessar a fronteira com o Paraguai para buscar drogas. A recompensa era alta e eu, sem noção do risco, aceitei. Peguei meu carro, levei uma amiga e fui. Mas a viagem virou um pesadelo. Fomos pegas no meio do caminho e acabamos presas.

E aí, mesmo separados, foi o Vinícius quem apareceu lá para me visitar.

— Como você tá, Larissa?— Nossa! Eu não esperava ver você aqui.— Você tá precisando de alguma coisa? Vim te ajudar no que precisar.— Não, eu não tô, mas... sério, eu não tô acreditando que você veio até aqui. Por que você veio?— Porque eu te amo, Larissa. Sempre te amei e sempre vou te amar. E isso significa que, mesmo a gente não estando junto, eu não vou te abandonar.

Aquilo me desmontou. Eu não conseguia acreditar! O Vinícius sempre teve mesmo um coração gigante, e foi por conta dessas visitas, dessa atitude, desse cuidado que ele teve comigo, que eu decidi voltar pra ele. Pra mim, não poderia haver prova de amor maior do que aquela.

Fiquei dois meses presa e, depois, precisei usar tornozeleira eletrônica por alguns anos, mas consegui seguir a vida graças a ele.

A gente resolveu recomeçar o relacionamento do zero e esquecer o passado conturbado que havíamos vivido. Fomos morar juntos e, logo, veio a Mirela, nossa filha. Ela virou meu tudo, meu mundo.

Ser mãe me transformou, mas também me abalou. Depois do parto, minha autoestima afundou. Eu me sentia tão feia, tão insegura, tão distante da Larissa que eu tinha sido... E, com isso, comecei a desconfiar do Vinícius.

A paranoia me consumiu completamente. Criei um perfil fake em uma rede social e comecei a testar meu marido. Curtia, comentava as fotos, puxava papo... e ele, além de responder, começou a me paquerar.

Aquilo me corroeu. No fim das contas, não era só paranoia — era sexto sentido. Mas eu não ia parar ali. Queria mais. Queria escancarar o que ele estava fazendo comigo.

Queria ver a cara dele quando descobrisse que eu sabia de tudo. Então, marquei um encontro com ele, ainda fingindo ser o fake. No dia, ele se arrumou todo, disse que ia sair com um amigo e, quando chegou ao local combinado, me viu ali, parada… Você precisava ver a cara dele.

A briga foi feia. Muito feia.

— Você tá maluca, Larissa? Por que fez isso?— Eu? Eu, maluca? Você que me traiu! Eu, com uma criança em casa, Vinícius. Eu, que passei por todas as mudanças no corpo, e só porque não sou mais a mesma, você faz isso?— É... mas eu traí com você mesma, né? Fora que você fica aí se fazendo de vítima, mas no passado a gente sabe muito bem que você era difícil. Não vem colocar só a culpa em mim.— Eu mudei, Vinícius. Eu mudei faz tempo. E não vem com essa de “traiu comigo mesma”, porque você não fazia ideia de que era eu naquele fake. Não tenta me passar para trás, não! Você me traiu. Traiu a nossa família!— Larissa, onde você vai? Larissa, volta aqui!

Ouça a história completa:

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