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Mulher se evolveu com homem casado, sofreu por também ser traída e vive amor marcado pelo luto

Depois de anos de traição, Caiane decidiu se separar e recomeçar com a filha, até que a morte de Giovani transformar para sempre a maneira como ela enxerga a vida

Da Redação
DA REDAÇÃO

24/02/2025 • 15:09 • Atualizado em 24/02/2025 • 15:09

A Caiane tinha saído de um relacionamento de 7 anos e queria curtir a vida de solteira, mas conheceu o Giovani. Eles se apaixonaram, mas ele estava em uma relação de 10 anos. Giovani prometeu terminar e ficar com ela, mas acabou se casando com a namorada. Mesmo assim, ela continuou esperando por ele, até os dois ficarem juntos. Eles foram felizes, viveram o amor e tiveram uma filha, mas o relacionamento foi cheio de traições e brigas.

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Depois de muito sofrimento, ela decidiu se separar e recomeçar com a filha. Anos depois, ele partiu em um acidente de moto, deixando Caiane e sua filha em luto. Apesar de tudo, ela reconhece que ele foi o amor da sua vida e um ótimo pai para a sua filha. Leia abaixo, na integra, o Quem Ama Não Esquece desta segunda-feira, 24/2, da Band FM:

Eu tinha acabado de terminar um relacionamento de mais de 7 anos e tudo o que eu queria naquele momento era viver a minha vida de solteira. Sair, aproveitar a noite e conhecer gente. Mas, então eu conheci o Giovani em uma balada.... Ele era primo de um amigo de infância e a gente se gostou bastante. Naquele dia mesmo nós passamos a nossa primeira noite juntos e para mim foi como um encontro de almas.Nos dias seguintes, nós também nos encontramos mais vezes. Foi o suficiente para eu me envolver e me entregar totalmente. Logo eu, que não queria me amarrar a ninguém... Mas quando é para ser, nem adianta lutar contra, né? O problema é que logo eu descobri que nada daquilo seria simples.- Caiane, eu preciso te contar um coisa. Eu confesso que não imaginava que a gente ia se envolver tanto e tão rápido. Antes de mais nada, eu quero que você saiba que eu tô realmente gostando demais de você, mas...- Mas? Mas o que? Fala, Giovani.- É que... eu... eu tenho uma namorada. É... nós estamos juntos há 10 anos e o relacionamento tá bem desgastado.- Você... você tinha que ter me contado! Eu não tô acreditando nisso!- Calma. Escuta. Eu vou terminar com ela. Nós vamos ficar juntos, eu prometo.Nossa! Na hora eu fiquei arrasada! Só que eu já estava muito envolvida e eu preferi acreditar que em algum momento, eu ia mesmo ter o Giovani só para mim.Ele me tratava tão bem! O que a gente estava construindo era tão bonito, tão verdadeiro! A gente saia, ele me levava para o trabalho, nós íamos juntos para a academia e eu até dormia na casa dele. Ele se tornou a minha melhor companhia e sinceramente, nem dava para perceber ou acreditar que ele tinha mesmo outra, porque nós vivíamos como um casal.Eu, às vezes, imaginava que uma hora ou outra eu ia acabar esbarrando com ela, mas eu não imaginava que seria tão cedo e tão ruim.Em um sábado, quando nós estávamos na padaria com uns amigos, ela apareceu do nada. O clima ficou péssimo e aquilo acabou comigo. Naquele momento eu percebi que amava o Giovani mais do que eu pensava e eu vi que eu não queria ter que me sujeitar àquele tipo de coisa. Foi vergonhoso demais e eu me senti tão mal, tão exposta, que naquele dia eu não respondi nenhuma das mil mensagens que ele mandou dizendo que me amava e que ia resolver aquilo. Mas eu também não consegui terminar com ele.Depois de alguns meses, adivinha? A situação continuava exatamente a mesma. Até que um dia, a namorada do Giovani encontrou umas fotos minhas e uma carta que eu tinha feito para ele.Eu sinceramente nem achei ruim porque eu pensei que assim, pelo menos, ela ia desistir dele, mas não... ela deixou para lá e continuou o namoro como se nada tivesse acontecido. E não foi só isso... Dias depois, eu vi uma foto deles nas redes sociais e alguém estava parabenizando pelo casamento.Eu fiquei em absoluto choque. Não... não podia ser! Não podia ser!Eu liguei para ele no meio da madrugada e ele... ele confirmou. Ele confirmou que ia mesmo se casar em um mês e meio. Meu Deus! Aquela notícia acabou comigo.Como ele ia se casar se a pessoa que ele amava era eu? Como ele ia se casar se era comigo que ele passava todo o tempo, todos os dias? Como ele podia fazer isso?Eu chorei a noite inteira, inteira, mas eu não desisti do Giovani. Não desisti porque eu não conseguia. Eu amava aquele homem mais do que tudo na vida. Na época, a gente até parou de se encontrar e no dia do casamento eu sai com uma amiga para tentar não pensar no que estava acontecendo, mas eu admito que passei a noite procurando fotos e vídeos do casamento e chorando a cada postagem que via na rede social. Alguns meses depois, o Giovani me ligou e disse que estava morando fora do Brasil, mas que quando ele voltasse, ele queria ficar comigo.Eu esperei... Esperei o Giovani por 6 meses, cheia de esperanças de que quando ele voltasse, nós realmente ficaríamos juntos. A verdade é que aquele tempo todo tinha passado e eu ainda amava ele demais. E assim que ele voltou, nós nos encontramos, mas a minha consciência tava muito pesada.- Eu tô tão feliz de te ver. Você tá ainda mais linda!- Giovani, eu... eu não consigo fazer isso. Eu não consigo ficar aqui sabendo que você é casado. Isso não é certo. Eu me sinto muito mal.- Casado, não... divorciado. Eu me separei, Caiane. Ahhhh! Eu não podia acreditar! Ele tinha se separado!!! Tudo o que passava pela minha cabeça era “valeu a pena esperar”.Dois meses depois, nós fomos passar um fim de semana na praia e em uma noite de céu estrelado, na beira do mar, ele me pediu em namoro. Ele tinha planejado tudo, organizado tudo e foi lindo! Eu fiquei muito emocionada de pensar em tudo o que a gente tinha vivido até ali. Finalmente... finalmente éramos só nós!Depois de 5 meses de namoro, nós começamos a procurar um apartamento para construir a nossa vida a dois e bem nessa época eu comecei a sentir alguns sintomas esquisitos e, mesmo tomando todos os cuidados, eu comecei a pensar que poderia estar grávida.Eu logo comprei um teste e quando eu fiz e vi o resultado, eu sai correndo do banheiro, enrolada na toalha gritando. O Giovani me abraçou e nós choramos juntos de emoção. A gente não tinha planejado nada, mas a gente se amava e já ia mesmo morar junto, então nós só aceleramos tudo.

Até ali, o nosso relacionamento estava sendo um paraíso, mas foi só a gente se mudar, que todo aquele amor e todo aquele conto de fadas foram se arruinando.Todos os dias passaram a ser de brigas e eu... eu comecei a encontrar diversas mensagens dele para outras mulheres. Mensagens marcando encontros e falando sobre os que já tinham acontecido. Mas eu não falava nada porque eu não conseguia. Eu estava destruída, arrasada, mas eu não queria admitir o que estava acontecendo porque eu era louca pelo Giovani e, principalmente, estava grávida!Um dia eu criei coragem e perguntei se ele estava me traindo. Ele ficou tão nervoso, que pegou as chaves, saiu de casa, me deixou ali falando e só voltou na manhã seguinte, bêbado. Ele deitou no sofá, eu fui me arrumar para o trabalho e foi aí que eu comecei a ter um sangramento. Morrendo de medo de perder o meu bebê, eu pedi para o Giovani me levar para o hospital. Quando nós chegamos lá, eu descobri que tinha tido um deslocamento da placenta e que precisaria fazer repouso. Com isso, eu conseguia dar cada vez menos atenção para o Giovani. Tinha dias que eu nem levantava da cama para nada e ele ficava reclamando que eu não me arrumava, que passava o dia de pijama, que não pintava mais as unhas... e isso, para ele, era motivo suficiente para procurar outra. Ah, minha gravidez toda foi muito conturbada. Eu tinha a esperança de que quando a Antonella nascesse, as coisas iam mudar, mas não foi o que aconteceu. O Giovani continuou saindo, bebendo e me traindo. E eu continuei aguentando aquela situação por muito tempo.Quando a nossa filha completou 2 anos, depois de mais e mais traições, eu decidi que era a hora de ir embora e voltei para a casa da minha mãe. Eu estava cansada de sofrer e de me enganar pensando que uma hora ele iria mudar. Eu chorava todas as noites, mas eu tinha que encarar a realidade.Eu passei um ano na casa da minha mãe até que consegui alugar um cantinho para morar com a minha filha. Eu estava bem, estava me reerguendo, tinha a minha casa, meu emprego e estava em paz comigo mesma. Eu tinha começado a frequentar a igreja nessa fase e, sem dúvidas, foi Deus quem me limpou e tirou de dentro de mim todo aquele ódio que me impedia de seguir em frente.Um dia, quando eu estava em casa com a minha filha, a Antonella disse que Deus tinha mandado avisar que ela e o papai dela iam morar no céu e para eu não me preocupar porque eles iam cuidar de mim lá de cima. Eu... eu me arrepiei inteira.

Mesmo abalada, eu deixei isso para lá e continuei vivendo a minha vida.Seis meses depois, o Giovani pediu para voltar comigo prometendo que era um novo homem e jurando que não iria errar mais. Eu confiei e decidi dar mais uma chance para ele, mas 3 meses depois de ele ter vindo morar comigo, eu descobri que ele ainda me traía. Ali foi o fim mesmo. Eu pedi para ele sair de casa e ele foi embora de vez.O Giovani decidiu ir embora do Brasil outra vez e nossa filha chorava todos os dias com saudade do pai. Ele vivia ligando para ela, às vezes até 5 vezes no mesmo dia. Aquilo me deixava mal, mas eu sabia que tinha tomado a decisão certa. Eu não podia mais continuar vivendo daquela forma.

Depois de um ano longe, ele voltou e chegou a pedir para gente voltar, mas eu não quis. Eu já estava livre daquele sentimento doentio que eu senti por ele e eu sabia que eu não precisava mais dele para ser feliz, mas apesar de tudo o que ele tinha me feito, eu sabia que ele realmente me amava.- Caiane, você foi a única mulher que eu amei de verdade. Sem nenhum tipo de interesse. E você pode ter a certeza de que enquanto eu respirar, nada vai faltar para você e nossa filha. Nada.Alguns dias depois, ele foi me ajudar com algumas coisas na casa da minha mãe e nós jantamos juntos com a nossa filha. Foi uma noite muito gostosa, nós rimos, conversamos, brincamos e na hora de ir embora, eu o acompanhei até o portão.Depois, naquela mesma semana, a Antonella passou o fim de semana com o Giovani e ela sempre ficava muito feliz com ele. O Giovani era um pai muito presente e fazia de tudo pela nossa filha.Na segunda-feira, quando eu preparava o jantar da Antonella, eu senti um cheiro muito forte de flores. Eu lembro que era exatamente 6:15 da tarde. Algumas horas mais tarde, a irmã do Giovani me ligou e... e falou que ele tinha sofrido um acidente de moto. Eu fiquei desesperada e queria ir para o hospital, mas eu não queria levar a Antonella e nem tinha com quem deixá-la. Eu passei a noite orando pedindo para que Deus cuidasse do Giovani e assim que amanheceu, eu fui até lá. Quando eu cheguei, eu soube que ele não estava reagindo e que precisava de doação de sangue.Na mesma hora, eu fui doar, mas quando eu sentei na cadeira, antes mesmo de começar, antes mesmo de a agulha tocar a minha pele, a irmã dele me mandou uma mensagem dizendo que ele não tinha resistido.Eu fiquei completamente desequilibrada gritando: "ELE MORREU, ELE MORREU". Naquele momento, o meu mundo caiu. Eu sai correndo para a recepção do hospital, chorando, gritando e aí eu... eu simplesmente apaguei.Quando eu acordei, eu estava em uma maca e só consegui pensar em uma coisa: como eu iria contar para a Antonella? Foi a coisa mais difícil que eu já fiz na minha vida, foi o pior dia que eu vivi... minha filha chorou demais e eu chorei por ter perdido uma pessoa tão especial e por ver a pessoa que eu mais amava sofrer.

Sabe, o Luto não te priva das Lutas da Vida, mas Deus esteve ao meu lado me dando forças para continuar lutando. Se não fosse Ele, eu teria fraquejado. Eu tenho a Antonella para criar, para cuidar e eu sei que Deus me deu ela para que eu conseguisse seguir em frente. Ela é meu motivo, minha âncora.O Giovani teve seus defeitos, seus erros, seus pecados, mas ele também foi amor. Ele foi parte da minha vida. E mesmo que o tempo passe, eu sei que nunca vou esquecer o jeito que ele me olhava, a forma como fazia nossa filha sorrir.

Talvez eu ame de novo. Talvez não. Mas uma coisa eu sei: algumas pessoas nunca deixam de viver dentro da gente.

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