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"Passei anos insistindo no meu casamento, separei e conheci o amor da minha vida"

Confira mais uma história do "Quem Ama Não Esquece"

Da redação
DA REDAÇÃO

01/05/2025 • 16:45 • Atualizado em 01/05/2025 • 16:45

Confira mais uma história do "Quem Ama Não Esquece"

Confira mais uma história do "Quem Ama Não Esquece"

Acervo Pessoal

Durante anos, Wagner tentou se encaixar em um casamento que já não fazia sentido, insistindo em um amor marcado por imaturidade, mágoas e falta de companheirismo.

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Após dois casamentos e dois divórcios com a mesma pessoa, ele finalmente entendeu que não era ali o seu lugar. No momento da dor, conheceu Elisângela.

Aos poucos, eles se aproximaram, se conheceram melhor e iniciaram uma relação baseada em amor, amizade e parceria. Mesmo com receios, Elisângela se permitiu viver esse novo capítulo e aceitou o pedido de namoro de Wagner.

Em menos de cinco meses, passaram a morar juntos e construíram uma relação leve. Elisângela se tornou não só sua namorada, mas sua melhor amiga. Veja mais uma história do “Quem Ama Não Esquece”, quadro da Band FM.

O lugar reservado da nossa felicidade

Após dois casamentos fracassados, Wagner encontra o amor verdadeiro e a cumplicidade ao lado de Elisângela, com quem finalmente vive um relacionamento leve, baseado em parceria.

Muitas vezes, na vida, a gente tenta se encaixar em um lugar que não é nosso. A gente briga, insiste, se esforça e até força uma situação... até que, em algum momento, entende que não deve permanecer onde não se encaixa.

Por muito tempo, insisti em remar contra a corrente, sem perceber que, às vezes, é preciso deixar o rio seguir seu curso para encontrar o oceano que Deus realmente reservou para nós — o lugar onde estará, de fato, a nossa felicidade.

Quando me casei pela primeira vez, eu tinha só 22 anos. Era jovem, imaturo, e por isso o casamento não durou muito. Eu e a Priscila ficamos juntos por três anos, principalmente por falta de maturidade e parceria. Naquela época, morávamos de aluguel. Quando nos separamos, saí de casa e fui morar na barbearia onde trabalhava.

Hoje vejo o quanto aquilo foi cruel, porque, na prática, abandonei a Priscila. Ela enfrentava dificuldades financeiras, e eu simplesmente fui viver minha vida, deixando todas as responsabilidades nas costas dela. Me arrependi demais, mas, como disse, tudo foi culpa da maldita imaturidade.

Fiquei sete anos divorciado e, nesse tempo, saí bastante e conheci muita gente. Mas nunca consegui me relacionar de verdade com outra mulher, porque ninguém chegava aos pés da Priscila. Eu ia vivendo aquela vida vazia, sem rumo e sem sentido. Vez ou outra, alguém dizia que, se eu voltasse com ela, voltaria a ser feliz. E, para ser sincero, eu também acreditava nisso, porque, no fundo, nunca deixei de sentir a falta dela.

Depois desses sete anos, a vida nos colocou frente a frente outra vez. Algumas pessoas da igreja que ela frequentava incentivaram a gente a reatar, e foi assim que resolvemos dar mais uma chance ao nosso amor. Logo no primeiro ano juntos, nos casamos novamente. No começo, tudo foi maravilhoso.

Conquistamos muitas coisas. Montei minha própria barbearia, terminei de construir nossa casa com muito esforço e suor. A Priscila se formou em pedagogia e passou em um concurso para ser professora. Foi um ano abençoado, cheio de vitórias... e, mesmo assim, parecia que ainda faltava alguma coisa.

A verdade é que vivemos oito anos em um casamento infeliz — de fachada. Do portão para fora, éramos o casal perfeito: companheiros, apaixonados, parceiros. Mas do lado de dentro, era outro mundo — um mundo de discussões, falta de carinho e ausência de companheirismo.

O problema é que nem eu, nem a Priscila, tínhamos coragem de encarar o fim. Tínhamos medo do que as pessoas iam pensar. Especialmente aquelas que tinham feito de tudo para nos reunir de novo. Mas até quando alguém consegue sustentar um casamento assim, de mentira?

Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, teríamos que parar de fugir daquele problema. E foi em um barzinho, conversando com uns amigos, que uma frase me acertou como um soco. Um deles disse que nem parecia que eu era casado, porque nunca estava com minha esposa. Aquilo me doeu. Não pelo julgamento em si, mas porque percebi que ele estava certo.

Sempre pedia para a Priscila me acompanhar, mas ela nunca fazia questão. Entendi que, naquele ponto, só eu ainda estava tentando fazer dar certo. Aquele simples comentário arrancou a venda dos meus olhos. Foi como se, de repente, tudo se encaixasse. Eu me dei conta de que estava vivendo como um acessório na vida dela — algo que ela usava quando queria e ignorava quando não servia mais.

Naquela noite, cheguei em casa decidido. Já passava das duas da manhã, mas acordei a Priscila e falei tudo o que estava sentindo. No começo, ela tentou ignorar, não quis me ouvir, mas sabia que eu estava certo. Ela também estava infeliz.

Hoje percebo que nunca havíamos perdoado os erros do passado. E sem perdão, não há recomeço que dure. Naquela madrugada, decidimos nos divorciar pela segunda vez. Diferente da primeira, dessa vez quis fazer tudo certo, com calma. Conversamos, organizamos as contas, as despesas e tudo o que envolvia a separação.

Nenhum divórcio é fácil — e o meu também não foi. Tudo o que eu queria era viver um casamento feliz, tranquilo, com amizade e parceria. Que homem não quer? Mas o problema é que, por muito tempo, insisti em permanecer em um lugar que já não era meu. E quanto mais forçava estar ali, mais me machucava.

Foi nesse período difícil que alguns amigos perceberam o quanto eu estava mal, me afundando. Então, um dia, me chamaram para ir a um barzinho, só para espairecer...

E foi ali, por acaso, que vi, pela primeira vez, a mulher com quem viveria o resto da minha vida. Um amigo me apresentou à Elisângela e comentou que ela também era separada. Desde o primeiro instante, ela me chamou a atenção. Sei lá... ela era diferente de todas as mulheres que já conheci.

Bonita, simpática, engraçada, conversava com todo mundo. Naquele dia, trocamos apenas algumas palavras, mas não passou disso. Mesmo assim, ela não saiu mais da minha cabeça.

Três semanas depois, o mesmo amigo me convidou para um churrasco na casa dele. Assim que cheguei, dei de cara com a Elisângela. Era curioso termos os mesmos amigos e nunca termos nos encontrado antes. Ninguém acreditava. Mas, naquele dia, conversamos de verdade e tive ainda mais certeza de que ela era especial.

Na hora de ir embora, tomei coragem e disse que merecia, pelo menos, o número de telefone dela. A partir daí, não paramos mais de conversar. Todos os dias nos falávamos, até que marcamos nosso primeiro encontro.

A ideia era só tomar um café na padaria de um conhecido. Mas, quando chegamos lá...

— Ai, Wagner! Não acredito que a gente veio até aqui e está fechado...— Que fora que eu dei! Desculpa. Eu não sabia que não abria hoje.— Pior que tá com a maior cara de que vai chover...— E se a gente for para um barzinho aqui do lado?— Então vamos... vamos logo antes que caia essa chuva que tá prometendo.

Fomos para o barzinho, sentamos e começamos a nos conhecer melhor. Tanto eu quanto ela tínhamos acabado de sair de relacionamentos longos. Lá, ela me disse que não queria se envolver com ninguém tão cedo. Mas, por outro lado, se permitiu me conhecer melhor. E eu entendi. Também estava tranquilo, sem pressa...

Mas, sinceramente? Eu não podia — e não ia — deixar uma mulher como a Elisângela simplesmente passar pela minha vida. Ela era bonita, inteligente, divertida... Eu precisava, pelo menos, tentar e ver no que dava.

Na hora de ir embora, subi na minha moto e indiquei o caminho que ela devia seguir para voltar para casa. Foi aí que começou a chover muito, muito forte mesmo.

— Vem, Wagner. Entra no meu carro.— Não, tá tudo bem. Eu vou rapidinho e...— Olha essa chuva. Espera passar um pouco. Você vai acabar doente ou sofrendo um acidente.— Sério! Tá tudo bem e...— Para de ser teimoso. Vem logo.

Ouça a história completa:

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