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Caso Cláudia Lobo: Júri Popular entra no segundo dia de julgamento

Letícia Lobo, filha de Cláudia, chega para o julgamento

Hiltonei Fernando
HILTONEI FERNANDO

10/10/2025 • 14:24 • Atualizado em 10/10/2025 • 14:24

Letícia Lobo, filha de Cláudia, chega para o julgamento

Letícia Lobo, filha de Cláudia, chega para o julgamento

foto: reprodução/Band Paulista

Teve início na manhã de quinta-feira (9), no Fórum de Bauru-SP, o Júri Popular dos réus envolvidos no processo que apura o sumiço e assassinato de Cláudia Lobo, ex-secretária da Apae, que desapareceu em agosto do ano passado.

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No banco dos réus estão o ex-presidente da instituição, Roberto Francischetti, que responde pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, além de Dilomar Batista, outro suspeito de envolvimento no crime e que responde em liberdade.

O ex-presidente da Apae chegou ao local na manhã desta sexta-feira (10), no segundo dia de julgamento, escoltado pela polícia. Dilomar, entrou pela porta da frente, mas evitou declarações. Também estão arrolados no processo a filha de Cláudia Lobo, Letícia Lobo, além do cunhado, ex-marido e a irmã da vítima.

O julgamento começou com a fase de acusação. Para a polícia, a ex-secretária da Apae foi assassinada pelo ex-presidente, no dia 6 de agosto de 2024. A motivação, segundo as investigações, seria o medo de que Cláudia revelasse o esquema de desvios milionários dentro da instituição.

O risco de que tudo fosse descoberto, segundo os policiais, aumentou após Cláudia iniciar um relacionamento com um delegado aposentado. Durante o depoimento, Dilomar Batista trouxe novos detalhes sobre o caso. Emocionado, ele disse ser amigo de infância de Roberto, mas que não tinha proximidade com Cláudia.

Ainda segundo Dilomar, no dia do desaparecimento ele havia saído da Apae para queimar arquivos antigos, uma atividade que, segundo ele, Roberto sabia que seria feita naquele dia. Enquanto estava no local, Roberto teria aparecido dirigindo o mesmo veíulo em que Cláudia sumiu. Ao abrir a porta, Dilomar afirmou ter visto um corpo.

Segundo a versão, Francischetti teria jogado sozinho o corpo no fogo. O réu contou que foi ameaçado para voltar ao local e seguir com a queima. Dilomar só decidiu revelar à polícia depois da prisão do ex-presidente da Apae.

Roberto Francischetti foi o último a prestar depoimento. Ao ser questionado pelo juiz sobre o motivo do crime, escolheu responder apenas às perguntas de sua defesa. Chorando várias vezes, ele Roberto Francischetti afirmou ainda ser inocente e chegou a dizer que “eu não sou criminoso, eu sou professor. Nunca fiz mal a ninguém”. Roberto relembrou detalhes do dia em Cláudia desapareceu. Segundo ele, os dois participaram de uma reunião na Apae e depois foram juntos entregar R$ 40 mil a um agiota. Segundo Roberto, Cláudia devia altas quantias e que ele costumava acompanhar tudo de perto.

Francischetti afirmou também acreditar que Cláudia possa estar viva. Em novas revelações, Roberto disse que Dilomar estava no carro da Apae naquele dia e que os dois teriam parado para contar o dinheiro. Segundo ele, trocaram de lugar no veículo para “encenar” que Roberto era o motorista de aplicativo. No final, insinuou que Cláudia está viva e que possa estar em outro país para fugir das dívidas.

O julgamento segue nesta sexta-feira (10) com a conclusão dos trabalhos e a leitura do veredito. Os sete jurados vão decidir se os réus são culpados ou inocentes.