
Roberto Franceschetti pegou 22 anos de prisão e Dilomar Batista vai responder em liberdade
foto: reprodução
Após dois dias de julgamento no Fórum de Bauru-SP a justiça condenou, na noite de sexta-feira (10), o ex-presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Roberto Franceschetti Filho, a 22 anos de prisão, em regime fechado, por assassinato, ocultação e fraude processual.
Franceschetti foi considerado culpado pela morte de Cláudia Lobo, de 52 anos, que trabalhava como secretária executiva da entidade. Ela desapareceu em agosto de 2024 e nunca mais foi vista. O corpo da vítima não foi localizado. Franceschetti respondia por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
Segundo o Ministério Público, Franceschetti teria assassinado Cláudia para encobrir irregularidades financeiras cometidas pelos dois, que teriam causado um rombo milionário nos cofres da Apae. De forma simultânea foi realizado também o julgamento de Dilomar Batista, que na época dos fatos trabalhava como chefe do almoxarifado da Apae.
Ele foi condenado a 1 ano e 6 meses de detenção, pena substituída por medidas restritivas de direitos com penas alternativas. A defesa sustentou que Dilomar teria sido coagido e manipulado por Franceschetti, agindo sob forte influência psicológica. Já a família da Letícia Lobo, filha de Cláudia Lobo, vai receber uma indenização no valor de R$ 100 mil.
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