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Campinas e Região

13º salário deve injetar R$ 2,6 bilhões na economia de Campinas em 2025, aponta SindiVarejista

Projeção do SindiVarejista indica que, em Campinas, a maior parte do 13º salário deve ser usada para quitar dívidas

Da redação
DA REDAÇÃO

16/11/2025 • 09:30 • Atualizado em 16/11/2025 • 09:30

O pagamento do 13º salário aos trabalhadores com carteira assinada deverá injetar até R$ 2,6 bilhões na economia de Campinas (SP) em 2025, de acordo com projeção do Departamento de Economia do SindiVarejista de Campinas e Região. O cálculo considera cerca de 440 mil trabalhadores celetistas e a soma das duas parcelas do benefício, pagas até 28 de novembro (1ª parcela) e 20 de dezembro (2ª parcela).

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Crescimento de 5,8% em relação a 2024

O valor estimado representa aumento de 5,8% em comparação à injeção registrada em 2024. O levantamento não inclui aposentados e pensionistas, que receberam o 13º salário antecipado no primeiro semestre de 2025.

Renda extra impulsiona consumo e pagamento de dívidas

O 13º salário é aguardado pelos trabalhadores por representar um alívio no orçamento familiar. Os recursos costumam ser direcionados para três finalidades principais:

Quitar dívidas, em atraso ou não.

Consumir, especialmente durante Black Friday, Natal e Réveillon.

Poupar para despesas do início de 2026, como IPVA, IPTU, material escolar, matrículas, confraternizações e viagens.

Endividamento elevado deve direcionar maior parte do 13º para dívidas

Mesmo com emprego em alta e maior injeção de renda, a tendência é que a maior parte do 13º salário seja destinada ao pagamento de dívidas. Segundo a CNC, 79,2% das famílias brasileiras estavam endividadas em setembro de 2025, e 30,5% tinham contas em atraso — o maior índice desde o início da série histórica, em 2010.

Comércio varejista de Campinas pode se beneficiar da injeção de recursos

Apesar do elevado endividamento, o varejo campineiro deve novamente sentir os efeitos positivos da entrada do 13º salário. Em dezembro de 2024, o faturamento bruto do varejo da Região de Campinas cresceu 18,1% frente à média dos outros meses.Os setores que mais se destacaram foram:

Vestuário, tecidos e calçados: alta de 107%

Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos: aumento de 54%

Segundo o economista do SindiVarejista, Jaime Vasconcellos, o aquecimento tradicional das vendas deve se repetir em 2025, mas sem expectativa de crescimento tão expressivo quanto no ano anterior.

Custos maiores reduzem impacto no lucro

O especialista explica que os números representam faturamento bruto, não lucro líquido. Em dezembro, os custos das empresas sobem devido:

ao pagamento do 13º salário aos colaboradores;

à ampliação do horário de funcionamento das lojas.

Juros altos e inadimplência limitam o avanço das vendas

Para a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, apesar do mercado de trabalho aquecido, o comércio ainda enfrenta desafios. Ela destaca que juros elevados, inflação persistente e inadimplência alta devem limitar o crescimento das vendas no fim de 2025.

Mesmo assim, afirma que a entrada sazonal do 13º salário é essencial para manter o dinamismo do varejo e sustentar o consumo das famílias campineiras no período.

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