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Alta de 54% no combustível pode reduzir rotas aéreas no país, alerta Abear

Associação Brasileira das Empresas Aéreas afirma que reajuste impacta a conectividade e a democratização do transporte no Brasil

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

01/04/2026 • 17:36 • Atualizado em 01/04/2026 • 17:36

Querosene de aviação sobe

Querosene de aviação sobe

Arquivo/Grupo Bandeirantes

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) emitiu um alerta, nesta quarta-feira (1º), sobre os impactos do expressivo reajuste de 54,6% no preço do Querosene de Aviação (QAV). Somado à alta de 9,4% que já estava em vigor desde o início de março, o combustível passou a representar 45% dos custos operacionais totais das companhias aéreas.

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Segundo a entidade, essa elevação de custos traz consequências severas para o setor e para o consumidor, afetando diretamente a oferta de serviços e a abertura de novas rotas. O cenário restringe a conectividade do Brasil e dificulta a democratização do acesso ao transporte aéreo.

Um dos pontos de atenção destacados pela Abear é o modelo de precificação do combustível. Embora o Brasil produza internamente mais de 80% do QAV consumido, o preço praticado acompanha a paridade internacional. Essa política acaba por ampliar os impactos de choques externos e das oscilações no preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico.

Diante da pressão nos custos, a Abear defende a implementação de mecanismos que permitam atenuar os impactos da alta do QAV. A associação busca garantir a sustentabilidade econômica das operações e a manutenção do desenvolvimento do transporte aéreo e da conectividade nacional.

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