
As regras de transição da Reforma da Previdência entraram em vigor neste ano
INSS/Divulgação
As regras de transição da Reforma da Previdência entraram em vigor neste ano e trouxeram novas exigências para quem pretende se aposentar ainda em 2026. Desde janeiro, a idade mínima e o sistema de pontos foram novamente ajustados, o que pode adiar o benefício de trabalhadores que acreditavam estar perto de deixar o mercado de trabalho.
As mudanças fazem parte do cronograma estabelecido pela Emenda Constitucional nº 103/2019, que determinou aumentos progressivos nos critérios de aposentadoria para segurados que já contribuíram antes da reforma.
O que mudou?
Neste ano, pela regra de transição da idade mínima, além de completar a idade-base, o trabalhador precisa aguardar mais seis meses para poder requerer a aposentadoria. As novas idades são:
- Mulheres: 59 anos e 6 meses de idade e 30 anos de contribuição para mulheres e
- Homens: 64 anos e 6 meses de idade e 35 anos de contribuição para homens.
Também houve alteração na regra de pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Neste ano, o INSS exige:
- Mulheres: 93 pontos e mínimo de 30 anos de contribuição.
- Homens: 103 pontos e mínimo de 35 anos de contribuição.
- Regra Geral: A pontuação sobe 1 ponto por ano até atingir 100 para mulheres (em 2033) e 105 para homens (em 2028).
- Professores: Têm pontuação reduzida, iniciando em patamares menores, mas também subindo anualmente.
Além das exigências de idade e pontuação, outro ponto de atenção são os valores pagos pelo INSS. Em 2026, o piso da aposentadoria, correspondente ao salário mínimo, é de R$ 1.620,00, enquanto o teto previdenciário está fixado em R$ 8.475,55, valor destinado a quem contribui no limite máximo ao longo da vida laboral.
Como evitar “dor de cabeça”
A principal forma de evitar frustações e problemas relacionados à aposentadoria é se manter informado. Segundo o advogado Dr. Júlio Ballerini, especialista em Direito Previdenciário, muitos trabalhadores só percebem o impacto das mudanças quando tentam dar entrada no benefício:
Quem não acompanha a progressão anual das regras acaba descobrindo, no momento do pedido, que ainda não preenche todos os requisitos.
Para o especialista, o planejamento previdenciário é fundamental para evitar atrasos e prejuízos financeiros. “Analisar o histórico de contribuições, corrigir dados no CNIS e escolher a melhor regra faz diferença tanto no momento da concessão quanto no valor final do benefício”, orienta Dr. Júlio.
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