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Aposentadoria 2026: entenda como alterações podem adiar benefício

Novos parâmetros de idade mínima e pontos entraram em vigor em janeiro e podem impactar quem planejava se aposentar no próximo ano

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 12:51 • Atualizado em 11/02/2026 • 12:51

As regras de transição da Reforma da Previdência entraram em vigor neste ano

As regras de transição da Reforma da Previdência entraram em vigor neste ano

INSS/Divulgação

As regras de transição da Reforma da Previdência entraram em vigor neste ano e trouxeram novas exigências para quem pretende se aposentar ainda em 2026. Desde janeiro, a idade mínima e o sistema de pontos foram novamente ajustados, o que pode adiar o benefício de trabalhadores que acreditavam estar perto de deixar o mercado de trabalho.

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As mudanças fazem parte do cronograma estabelecido pela Emenda Constitucional nº 103/2019, que determinou aumentos progressivos nos critérios de aposentadoria para segurados que já contribuíram antes da reforma.

O que mudou?

Neste ano, pela regra de transição da idade mínima, além de completar a idade-base, o trabalhador precisa aguardar mais seis meses para poder requerer a aposentadoria. As novas idades são:

  • Mulheres: 59 anos e 6 meses de idade e 30 anos de contribuição para mulheres e
  • Homens: 64 anos e 6 meses de idade e 35 anos de contribuição para homens.

Também houve alteração na regra de pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Neste ano, o INSS exige:

  • Mulheres: 93 pontos e mínimo de 30 anos de contribuição.
  • Homens: 103 pontos e mínimo de 35 anos de contribuição.
  • Regra Geral: A pontuação sobe 1 ponto por ano até atingir 100 para mulheres (em 2033) e 105 para homens (em 2028).
  • Professores: Têm pontuação reduzida, iniciando em patamares menores, mas também subindo anualmente.

Além das exigências de idade e pontuação, outro ponto de atenção são os valores pagos pelo INSS. Em 2026, o piso da aposentadoria, correspondente ao salário mínimo, é de R$ 1.620,00, enquanto o teto previdenciário está fixado em R$ 8.475,55, valor destinado a quem contribui no limite máximo ao longo da vida laboral.

Como evitar “dor de cabeça”

A principal forma de evitar frustações e problemas relacionados à aposentadoria é se manter informado. Segundo o advogado Dr. Júlio Ballerini, especialista em Direito Previdenciário, muitos trabalhadores só percebem o impacto das mudanças quando tentam dar entrada no benefício:

Quem não acompanha a progressão anual das regras acaba descobrindo, no momento do pedido, que ainda não preenche todos os requisitos.

Para o especialista, o planejamento previdenciário é fundamental para evitar atrasos e prejuízos financeiros. “Analisar o histórico de contribuições, corrigir dados no CNIS e escolher a melhor regra faz diferença tanto no momento da concessão quanto no valor final do benefício”, orienta Dr. Júlio.

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